Corinthians não tem o direito de 'queimar' jogadores para 2020
Opinião de Tomás Rosolino
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Pedrinho é um dos poucos que safam das críticas da torcida
Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
O Corinthians não tem condição de fazer grandes investimentos. O Corinthians se recusa a pagar salários acima do seu teto, na casa dos R$ 600 mil, para atrair jogadores. O Corinthians terá um treinador com filosofia totalmente diferente da de Fábio Carille em 2020. O Corinthians não pode se dar ao luxo de "queimar" qualquer jogador para o ano que vem.
Eu não acho que o grupo de atletas de 2019 merece exaltações, longe disso. Salvo Cássio, outra vez em ótima forma, mesmo com alguns deslizes, e a fortaleza de Gil, poucos conseguiram somar mais jogos bons do que ruins na temporada. Colocaria Fagner, Ralf, Gabriel e Pedrinho neste grupo.
Porém, com mais de 50 nomes vinculados para o ano que vem, é impossível que só esses permaneçam no grupo que terá Tiago Nunes como treinador. Por mais que alguns pareçam viver seus últimos momentos e já terem dado o máximo possível ao Corinthians, é importante que a decisão seja racional.
Um "desmanche" teria de ser guiado com base em diversos pontos além do desempenho em 2019, atrapalhado por um estilo de jogo que não encaixou e uma cultura de "empurrar com a barriga" até que a realidade bateu à porta. Todos merecem ao menos a chance de serem observados de perto pelo novo comandante.
Não sou grande fã de comparar situações individuais, mas a regra de que novas temporadas podem servir para o ressurgimento dos atletas corresponde à realidade. Que o digam os corinthianos Leandro Castán, Paulinho, o próprio Fagner e o caso mais marcante de todos: Rodriguinho.
As mudanças na comissão técnica e em parte do departamento de futebol já serviram para o Corinthians tentar achar seu rumo. Este que vos escreve, humildemente, acredita que o futebol demonstrado nos últimos quatro jogos foi muito mais envolvente e bom do que o observado até então em 2019.
Com esse primeiro passo já dado e a perspectiva de ter no comando o treinador mais cobiçado da nova geração brasileira atual, a racionalidade pede que, de Avelar a Clayson, todos recebam a oportunidade de mostrar seu valor mais uma vez. Pode ser a diferença fundamental para 2020.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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