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10 técnicos para o Corinthians
Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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10 técnicos para o Corinthians

O time de 2017: quem vai traçar a melhor estratégia?

Foto: Reprodução

Mais cedo, quebrando o paradigma e recebendo uma saraivada de críticas (faz parte!), sugerimos o nome de dois ídolos corinthianos como técnicos para a complexa fase de transição que se aproxima.

Como o jornalismo nos ensina lições de humildade, decidimos refazer o conteúdo do post de hoje. Primeiramente, em respeito a quem NÃO deseja, neste momento, de forma alguma, estabelecer laços profissionais mediados pela atual direção corinthiana.

Ainda assim, reiteramos o apreço pelos ídolos laterais, que poderiam educar os atletas sobre a garra e o empenho que tanto faltam aos atuais magnatas do futebol.

Se a notícia corre, porém, convém atenção maior aos fatos. A direção corinthiana afirma estar finalizando acerto com um novo técnico. Alessandro estaria no comando da negociação.

Parecem cartas fora do baralho o sempre cogitado Guto Ferreira e o velho Vanderlei Luxemburgo, com quem a diretoria nega ter feito contato.

O primeiro é um organizador por excelência. Perseverante, paciente, procura sempre avaliar as peças disponíveis e montar um estilo de jogo. Assim, produz muito com pouco. Não é nenhum inventor. Em clubes de menor expressão, é garantia de trabalho bem feito, em que a repetição do padrão é a chave para o sucesso.

O segundo viu o futebol como poucos, especialmente na década de 90. Criou times competitivos e maravilhosos. Depois, estagnou-se, preocupado mais com a própria imagem do que com seu ofício. Foi um dos grandes. Hoje, precisa se reinventar.

Também parece não avançar a negociação com Dorival Júnior, que se "casou" bem com o Santos. Ali, o treinador parece ter encontrado a confiança e a paz necessárias para se dedicar ao planejamento do trabalho. Dorival é do tipo que precisa de tempo e estrutura para montar boas equipes. No time praiano, tem conseguido.

Os intermediários ofereceram, sim, ao Corinthians o colombiano Reinaldo Rueda, técnico do Atlético Nacional, derrotado dias atrás no Mundial da FIFA. Não parece que tenha sido vetado pelos cartolas corinthianos.

Em relação a Reinaldo, vale dizer que é um profissional atualizado, que conhece o futebol latino-americano e também o europeu. Pós-graduado pela Escola Superior de Esportes da Alemanha, é figura respeitada em seu país, mesmo depois da inesperada derrota por 3 a 0 para o Kashima Antlers.

Como campeão da Libertadores, constituiu um time com defesa sólida e uma transição rápida, baseada no jogo solidário e nos passes verticais. Quando funciona, é bonito de se ver, especialmente quando tem em campo um Berrío ou um Borja.

Nas alamedas do Parque São Jorge, há sempre quem sugira o nome de Marcelo Bielsa, El Loco de Rosário. Figura hoje entre os "sem clube", depois da confusão com a Lazio.

É aposta com vocação furada. Uma diretoria confusa não teria condições de lidar com um sujeito de personalidade forte e espírito meticuloso. O Timão já viveu situação parecida com Passarella, boicotado dentro e fora das quatro linhas.

Seria bonito de ver, no entanto, a tentativa. Bielsa ficou famoso pelo 3-3-3-1, com líbero, trinca de volantes, "enganche" e dianteiro avançado. Seus times são apaixonados, duros, pressionam o rival e valorizam a posse de bola. Bielsa influenciou muitos bambas, como Jorge Sampaoli e Marcelo Gallardo.

Depois deles, vem a lista dos já conhecidos do público brasileiro: Levir Culpi, Celso Roth, Fernando Diniz, Marcelo Oliveira e Jair Ventura.

Pouco mais se pode agregar sobre Levir. Faz o estilo "paizão", fala muito com os jogadores e forma seus times de acordo com as características dos jogadores. É piadista, falastrão e adora reclamar, especialmente de outros clubes e arbitragens. Torrou nossa paciência em 2015. Os dirigentes o consideram um chato, mas capaz de dar jeito em times desanimados e desmotivados.

Celso Roth é considerado um técnico ultrapassado, mas é também elogiado por seu esforço e critério. É o tipo de técnico que faz preleção já no dia anterior à partida. Mostra vídeos do adversário, destacando suas virtudes e vulnerabilidades.

Roth costuma levantar times em situação complicada, mas depois cede à rotina e, normalmente, segue-se uma queda de produção.

Empenhado, porém conformado com os resultados adversos: talvez essa seja uma boa definição do técnico que ajudou a rebaixar o Internacional no Brasileirão 2016.

Marcelo Oliveira é técnico campeão e tem boa leitura do futebol. Sabe de longe o que pode fazer em cada partida. No entanto, é tido como um profissional que conduz treinos ruins e improdutivos. Foi criticado por isso no Palmeiras e no Atlético Mineiro.

Oliveira costuma ter rusgas com jogadores e não raro expressa publicamente suas mágoas. No mais, raramente produz equipes criativas. Se lê bem os adversários, os adversários logo percebem a mesmice de seus times.

Fernando Diniz foi um meia-atacante mediano, que passou até mesmo pelo Corinthians, sem receber crítica demasiada, tampouco rasgado elogio.

Como técnico, encantou a crítica no Audax. O psicólogo Diniz conversa muito com o jogador, ensina, treina, cobra, repetindo um tantinho do estilo de Telê Santana. Condena o chutão. Quer bola de pé em pé, toque de bola, no tique-taca da periferia, com compactação, em que a ação ofensiva é sempre bem tramada, sem deixar exposta a retaguarda. Nem sempre funciona, mas a filosofia encanta seus comandados.

Por último, vem Jair Ventura, que acaba de realizar bom trabalho com a modesta equipe do Botafogo. O filho do Furacão da Copa de 70 é intenso, participativo, até mesmo inquieto. Na beira do campo, é quase um décimo segundo jogador.

Mas não é somente isso. Tem uma espécie de pranchetinha onde anota tudo, ao estilo Joel Santana. É para pensar o jogo depois, para corrigir e aprimorar.

Elogia-se seu empenho nos treinos. De repente, para tudo e simula uma situação de jogo. Noutras vezes, faz sua turma repetir em coreografia a reação a um ataque do adversário. Treina com criatividade.

E, então, caro leitor: qual sua opinião?

Veja mais em: Diretoria do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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    Antonio 3039 comentários

    @antoniopr em

    Reinaldo Rueda, seria o ideal para substituir Tite. Estudioso, modelo de jogo atualizado, dentro do conceito alemão, onde estudou por muito tempo. Suas equipes são ofensivas. Admirador de Telê Santana, também. Busca um jogo bonito. Com a vantagem de conhecer os novos craques sulamericanos, com certeza, irá trazer alguns para cá. Aproveitem e coloque Rincon de supervisor para ajuda-lo nessa transição.

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    Danillo 312 comentários

    @danillo.calassio.sou em

    El loco Bielsa! Será se daria certo? Chega a dar uma pontada de curiosidade, pelo amor de deus nem mencionem o nome celso roth aqui

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  • Últimos comentários

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    Agostinho 53 comentários

    72º. @carrarataxishow em

    Porra... Será que ninguém ve que a gente tem a melhor base DO MUNDO

    E que o melhor treinador do mundo para usar jogadores da base e gosta de jogar com eles é o

    DORIVAL JUNIOR

    #$!@%... Porque não trouxeram ele ainda...

    E vai fazer esses craques da base destruiremmmm...

    Enquanto isso diretoria contratando perna de pau de time pequeno puta kill pariuuu

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    Adeildo 21858 comentários

    71º. @aadeildo em

    Destes todos só Rueda me parece legal, nos demais os veteranos nenhum vale a pena investir, já as promeças eu vejo com bons olhos mais para contratações não porque promeças temos o melhor Osmar Loss.

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    Palmiro 3539 comentários

    70º. @palmiro.bnslv em

    Concordo em uma pequena parte do texto.
    Mas dizer que Celso Roth ajudou a rebaixar o internacional, é pegar demais no pé do cara.
    Eu Jamais daria emprego no Corinthians para quem esnobou, desdenhou a nossa imagem de clube de fama internacional, cujo currículo sequer existe ainda. Casos de Fernando Diniz, Guto Ferreira e principalmente esse bobalhão e idiota do Levir Culpi.

    Prefiro ver o Loss como técnico do elenco atual a ter esses caras arrogantes metidos a "expert" do tal do "futebol moderno" Esse sim é treinador de saco roxo e que traz resultados.

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    Ciro 39344 comentários

    69º. @ciro.hey em

    Diniz para mim totalmente fora de questão.
    Só vejo um nome para o Corinthians hoje: Reinaldo Rueda.
    Meu segundo nome seria Pablo Repetto que fez um ótimo trabalho de reformulação e levou o Del Valle ao vice da Libertadores!
    E no Brasil como terceira e quarta opções seriam Loss e Marcelo Oliveira

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    Claudinei 174 comentários

    68º. @claudinei123 em

    Técnico estrangeiro nunca deu certo no Brasil