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Seu Luiz e Larissa no fracasso de Itaquera
Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Seu Luiz e Larissa no fracasso de Itaquera

Seu Luiz e Larissa: sempre altaneiros

Foto: WFJr.

Seu Luiz Bezerra é um trabalhador brasileiro, de Alto Palmital, distrito de Boa Esperança, no Paraná. Ele é daqueles que acordam bem cedo, com o céu ainda escuro, para colocar comida na sua mesa, caro leitor.

Pequeno agricultor, ele rala duramente para plantar e colher, por exemplo, o milho que alimenta os frangos que estão no prato do seu quilo ou no sanduíche do fast-food.

Ele vai completar 50 anos, mas trabalha na roça desde os cinco. Aos 11, perdeu o pai, e empenhou-se ainda mais para tirar da terra seu sustento.

A filha dele é a Larissa, que resolveu mergulhar nos livros, largar o rancho fundo e conhecer o mundo. Assim, com o amparo do pai e uma bolsa do Prouni, está concluindo seu curso universitário em Maringá.

Um dos sonhos dela era conhecer a Arena Corinthians e assistir a um jogo de seu time do coração. A oportunidade se abriu nesta quarta-feira, no embate entre o Timão e o Inter de Porto Alegre.

Pai e filha vibraram com o gol de Maycon, logo aos 7 minutos de jogo. Depois, morderam os lábios quando Jô perdeu chance clara diante do arqueiro Lomba.

Larissa tinha a convicção de que narraria uma proeza vitoriosa para a mãe, Dona Aparecida, e para a irmã, Letícia, também corinthiana, que ficaram cuidando da lavoura.

No campo, no entanto, não se viu performance corinthiana que pagasse o esforço da dupla de torcedores.

Mesmo jogando em casa, o Corinthians teve menos posse de bola que o Internacional: 48% contra 52%. Depois das pontadas iniciais, a proposta foi constituir, novamente, um catenaccio caboclo e apostar no contra-ataque.

Para lograr êxito, exigia-se velocidade e precisão nas transições, com eficácia na troca de passes.

A esquadra de Parque São Jorge, entretanto, erraria 59 passes durante a partida, contra 41 dos visitantes. Erraria 30 lançamentos, contra 22 do Inter.

Somaria 12 finalizações erradas contra 5 do Inter. Seu Luiz e Larissa lastimaram quando Rodriguinho desperdiçou uma oportunidade de gol, no início do segundo tempo.

E sofreram quando Clayton, aos 42 do segundo tempo, sozinho, fez o impossível e perdeu o gol que decretaria a vitória no tempo regulamentar.

Aliás, como bons sofredores, viram também Maycon, Marquinhos Gabriel e Arana cumprirem uma tradição recente do Corinthians e desperdiçar suas cobranças nos tiros livres da marca penal.

Larissa amparou as lágrimas grossas na ponta dos dedos. Mas foi consolada por Seu Luiz, que já viveu as desgraças deste mundo e tem sido capaz de superar todas elas, com trabalho, perseverança e fé.

Mais uma vez, em casa, o time do Corinthians decepcionou em um mata-mata.

Na plateia, no entanto, Seu Luiz e Larissa permaneceram vencedores. Porque são corinthianistas de verdade, daqueles que não se rendem nunca.

Ele desafia a chuva, a seca, a praga e as trapalhadas do governo. E faz seu pequeno empreendimento rural prosperar. Diversifica a produção, cuida da terra e já auxiliou a filha na composição de uma horta comunitária sustentável.

Larissa, por sua vez, vai construindo sua história. Recentemente, ganhou como estudante o conceituado Prêmio Vladimir Herzog. Foi por uma reportagem bacana sobre o trabalho de mulheres contra o vírus zika, com foco na orientação a gestantes.

Em campo, pois, fracassou apenas o time. Pois o Corinthians, como queriam os heróis fundadores de 1910, é muito mais que uma simples equipe de futebol.

O Corinthians é o estado de espírito de sua gente realizadora. O Corinthians é o Seu Luiz, é a Larissa, é você!

Não importa o resultado, sempre altaneiros!

Veja mais em: Copa do Brasil e Torcida do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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    @pietro.mello em

    Obrigado pela leitura espirrada na realidade Brasileira e do significado sobre o que feito o Corinthians. Parabéns seu Luiz e para Larissa que já são Vencedores dá vida, assim como o Corinthians

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    Paulo 2131 comentários

    @alexandre20 em

    Chega desse futebol mesquinho e burocrático. Chega de jogar com o resultado embaixo do braço.

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    Eloisa 89 comentários

    49º. @eloisa em

    Nós corinthianos sempre lutamos todo dia, por causas, pra colocar o pão em cima da mesa, por dias melhores, pelo nosso próximo e isso é o nos mantém sempre buscando, um mundo melhor a nossa volta e não há tempo pra chorar, até desce as lágrimas as vezes, mas não vamos lamentar, pois aqui é Corinthians na alma e amo ser corinthiana, é minha essência e só tenho a agradecer!E na vitória e na derrota eu grito forte, corinthiano eu serei até a morte!E Vai Corinthians!

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    Marcelo 10781 comentários

    48º. @marcelo1978 em

    Seu Luiz e Larissa, dois grandes membros do Bando de Loucos.

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    47º. @galatico em

    Decepção proporcionada pelo comodismo do nosso treinador, e por falta de peito do elenco que estava em campo e poderia ter feito a diferença como Vampeta, Marcelinho, Ronaldo, Zé Elias, Celio Silva, Tupanzinho, Viola etc...faziam, em fim, o que falta para os jogadores atuais, é comprometimento, individualismo as vzes, claro que sim, as vezes é preciso sair do esquema tático para fazer diferente, para conseguir sair de campo com a gloria da vitória, e poder mostrar para o treinador que ele as vezes esta totalmente equivocado.

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    Ezequiel 341 comentários

    46º. @ezequiel.nascimento. em

    Pelo a mor de Deus manda Romero, Guilherme e companhia ir embora

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    Douglas 1751 comentários

    45º. @douglas.sabino1 em

    Cara faz tudo isso pra ver o time, todo esse esforço pra ver um time apático e covarde e ainda tem torcedor que defende. Uff