Corinthians e Atlético-MG não saem do zero em jogo de poucas chances no Brasileirão
Corinthians e Atlético-MG fizeram um jogo truncado, brigado e com poucos momentos de inspiração na noite deste sábado, na Arena MRV, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. No duelo direto por uma vaga no G-6, as equipes ficaram no empate sem gols, em uma partida marcada mais pela disputa física do que pela criação ofensiva.
O primeiro tempo teve domínio corinthiano na posse de bola, especialmente nos minutos iniciais. O time de Dorival Júnior começou melhor, marcando alto e tentando propor o jogo, mas sem conseguir transformar o controle em chances reais.
Do outro lado, o Atlético tentava explorar os erros do adversário e cresceu na reta final da etapa, quando criou as melhores oportunidades, especialmente após uma falha de Matheus Bidu que quase terminou em gol de Hulk.
Na volta do intervalo, o jogo seguiu muito físico, truncado e equilibrado. O Corinthians manteve sua proposta de trabalhar a posse de bola, tentando controlar o jogo, mas novamente com dificuldade para transformar isso em chances claras.
O Atlético, por sua vez, foi quem criou as principais oportunidades, especialmente em lances de bola parada, e teve uma leve superioridade no volume ofensivo. Apesar disso, a partida seguiu aberta até o apito final, com os dois times mostrando dificuldade na construção, mas em busca do gol.
Com o resultado, o Corinthians chegou aos 14 pontos, se aproximando do G6, zona de classificação à Copa Libertadores de 2026. Atualmente, a equipe figura na oitava posição, mas a situação ainda pode mudar com o desenrolar da rodada.
Anota aí, Fiel! O Corinthians retorna aos gramados na terça-feira, dia 27. Às 21h30, na Argentina, o Timão visita o Huracán pelo último jogo da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Escalação
Dorival Júnior teve o desfalque recente de Angileri, que está fazendo controle de carga. Para o confronto, o técnico montou o Corinthians com: Hugo Souza; Matheuzinho, João Pedro Tchoca, Cacá e Matheus Bidu; Ryan; Raniele, José Martínez, André Carillo e Talles Magno; Héctor Hernández.
Meu Timão
O treinador tem as seguintes opções entre os reservas: Matheus Donelli, Félix Torres, André Ramalho, Maycon, Yuri Alberto, Ángel Romero, Breno Bidon, Léo Mana, Charles, Hugo Farias, Igor Coronado e Alex Santana.
O Atlético-MG, por sua vez, treinado por Cuca, entrou em campo com: Everson; Natanael, Lyanco, Junior Alonso e Rubens; Patrick, Alan Franco e Gustavo Scarpa; Rony, Hulk e Bernard.
O jogo
Primeiro tempo
O Corinthians entrou em campo na Arena MRV disposto a ser protagonista, pressionando a saída do Atlético-MG desde os primeiros minutos. A estratégia de Dorival Júnior foi clara: ocupar o campo adversário, trocar passes e recuperar rapidamente a bola quando a perdia.
No entanto, a equipe esbarrava na dificuldade de transformar essa posse em chances reais de gol. O jogo começou muito físico, truncado, sem oportunidades claras para nenhum dos lados.
Até a metade do primeiro tempo, o cenário se manteve: o Corinthians tinha mais a bola, mas não conseguia infiltrar na defesa atleticana. O Atlético, por sua vez, encontrava dificuldade para construir e só foi conseguir se estabelecer no campo de ataque aos 14 minutos — ainda assim, sem assustar o goleiro Hugo Souza.
O jogo caminhava morno, na mesma toada, até que, aos 25 minutos, uma entrada forte de Lyanco em Matheus Bidu acendeu os ânimos. O lateral corinthiano precisou de atendimento, e os jogadores do Timão ficaram na bronca com a arbitragem. O defensor atleticano recebeu um cartão amarelo pelo lance.
Na sequência, Cuca percebeu a dificuldade da sua equipe em controlar o jogo e ajustou o posicionamento dos seus atletas. A mudança deu certo e o time mineiro passou a pressionar mais a saída do Corinthians, equilibrando as ações.
A partir dos 33 minutos, o jogo ganhou em emoção. O Corinthians teve sua melhor chance até então quando Martínez enfiou uma bola açucarada para Talles Magno, que ficou cara a cara com Everson, mas isolou a finalização. Dois minutos depois, Lyanco, já pendurado, fez falta clara em Héctor Hernández — lance para outro amarelo — mas a arbitragem ignorou, deixando o zagueiro escapar da expulsão.
O Atlético respondeu. Aos 41, Matheus Bidu errou um recuo para Hugo Souza e a bola acabou chegando até Hulk, que soltou uma pancada perigosa, passando perto da trave do goleiro corinthiano. O jogo, que parecia morno, virou lá e cá. Aos 43, Carrillo fez boa jogada na linha de fundo e assustou a defesa do Atlético-MG, mas ninguém conseguiu concluir para o gol.
Já nos acréscimos, o Corinthians perdeu mais uma grande oportunidade em cabeçada de Héctor Hernández, que mandou para fora após cruzamento preciso de Carrillo. No minuto seguinte, o Atlético respondeu em contra-ataque: Rony apareceu livre na área, finalizou rasteiro e obrigou Hugo Souza a fazer uma grande defesa, salvando o Timão. No lance seguinte, o atacante voltou a assustar de cabeça, mas dessa vez a bola foi pra fora.
O Atlético, que cresceu na reta final da etapa, acabou passando o Corinthians em número de finalizações no primeiro tempo — 4 a 3 — em um jogo que começou travado, mas terminou aberto e com oportunidades de gol.
Segundo tempo
O Corinthians voltou para o segundo tempo na mesma proposta do início do jogo: controlando a posse, tentando construir, mas esbarrando na falta de criatividade. A equipe até buscava trabalhar a bola, mas não conseguia transformar esse domínio em chances claras. Carrillo até tentou um chute de fora, mas sem direção.
O Atlético, por sua vez, percebeu o cenário e respondeu com mudanças no ataque, colocando mais velocidade e força ofensiva em campo. O jogo ficou ainda mais físico e brigado, com muitas faltas e discussões em campo. Aos 19 minutos, Héctor Hernández sentiu um desconforto e foi substituído por Yuri Alberto. Martínez também deixou o campo, sentindo desgaste, e deu lugar a Charles.
A partir daí, o Atlético cresceu no jogo. O time mineiro começou a ocupar mais o campo ofensivo e levou perigo em bola parada com Hulk, além de criar um lance perigoso na pequena área que obrigou Cacá e Hugo Souza a se desdobrarem para evitar o gol.
Dorival tentou reoxigenar o time com as entradas de Breno Bidon e Romero, mas o cenário pouco mudou. Na reta final, o jogo ficou truncado, nervoso e mais brigado do que jogado. Romero se desentendeu com Lyanco e levou amarelo, os ânimos se exaltaram, mas tecnicamente o duelo seguiu pobre.
O Atlético até tentou uma última pressão, parando em nova defesa importante de Hugo após falta batida por Scarpa. Já nos acréscimos, um lance mais ríspido esquentou o clima. Rubens acertou Breno Bidon com um carrinho forte, pegando o pé do meio-campista corinthiano.
Inicialmente, o árbitro mostrou cartão vermelho, mas após revisão no VAR, entendeu que, embora a falta tenha sido dura, não houve força ou altura suficiente para expulsão. Assim, o cartão foi revertido para amarelo, encerrando o jogo em tom de tensão, mas sem mudança no placar.
Competição: Campeonato Brasileiro Local:Arena MRV, Belo Horizonte, MG Data: 24 de maio de 2025 (sábado) Horário: 21h00 (de Brasília) Árbitro:Rafael Rodrigo Klein Assistentes: Rafael da Silva Alves e Michael Stanislau Árbitro de vídeo: Daniel Nobre Bins Cartões amarelos: Lyanco, Rubens e Cuca (Atlético-MG); João Pedro Tchoca, Cacá, Ryan e Romero (Corinthians) Público: 38.154 torcedores Renda: R$ 2.045.080,18
ATLÉTICO-MG: Everson; Natanael (João Marcelo), Lyanco, Alonso e Rubens; Patrick, Franco, Scarpa e Bernard (Igor Gomes); Rony (Junior Santos) e Hulk. Técnico: Cuca
Lendo alguns comentários aqui eu devo ter assistido ao jogo errado não é possível. Pessoal falando que o time jogou bem?
Quantos chutes deram ao gol? Quantos escanteios cobrados(Bidu cobrando é uma desgraça)? Quantas chances reais contra o goleiro?
Os 25 min do 1° tempo foi bom mas o restante foi péssimo. Tão falando em por Yuri, Garro, Memphis só aí é quase 1/3 do time, tem aqueles querendo a volta do P.H...
Precisa contratar! Renovar!¡!Charles não dá, bidu tá na sorte de fazer gol mas não cria um cruzamento bom...Carrilo tem que precionar ele sabe jogar mas vem decaindo. BIDON só JOGA PRA trás, ele é mediano mas falta experiência e técnica.
Desse jeito iremos ficar no meio da tabela, ser time mediano, medíocre! Acordem!Olha a folha salarial do time!A receita de torcida, patrocínio, venda de camisas! Temos que cobrar pra ser melhor!
Foi um erro muito grande renovar com Tales Jogador sem efetividade e altos custos. Corinthians na fase que está tem que ter jogadores mais efetivos. O cara não sai do banco na maioria dos jogos. E custa uma bala para o clube.
Jogamos muito bem com jogadores que estavam na reserva, não tomamos gol. O empate foi bom. Agora, esse juiz não vale o sal da janta. Safado, mão grande contra a gente sempre.
Jogo nota 6 com variação para 7. Time mais coerente e consistente. Meio mais pegador. Se o Garro e o Menphis entrarem jogando o que sabem, temos um time ideal. Defesa bem postada, volantes pegadores e um meio criativo para levar a bola até o Yure. Agora é esperar que o Dorival não tenha recaídas com Maicon e volantes na frente dos armadores. O Tales caiu muito de produção e esse centroavante espanhol é ruim. As falhas individuais na defesa também incomodam, nada que não se possa corrigir. Para o nossos próximos dias terminarem feliz, só vai faltar o impechment do Pinóquio Melo. Depois uma perspectiva de se criar uma administração técnica e honesta.