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Retrospectiva 2016: a dança dos técnicos no Corinthians

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Tite, Oswaldo, Cristóvão e Carille: fracassos dentro de campo são reflexo de escolhas ruins fora dele

Tite, Oswaldo, Cristóvão e Carille: fracassos dentro de campo são reflexo de escolhas ruins fora dele

Montagem/Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

2016 ainda nem acabou, mas já dá fortes indícios de que não deixará saudades no torcedor do Corinthians. A temporada posterior à do hexacampeonato brasileiro foi repleta de altos e baixos e acabou marcada pela dança dos técnicos: foram quatro profissionais no comando da equipe em apenas seis meses. Por isso, o Meu Timão relembra os fatos que marcaram o noticiário do clube acerca do assunto.

Tite

'Olê, olê, olê, olê... Tite, Tite!'

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Mesmo com as eliminações do Corinthians na Copa Libertadores da América e no Paulistão, ambas no primeiro semestre, Tite possuía crédito de sobra com a torcida. Em junho, com o desempenho contestável da Seleção Brasileira sob o comando de Dunga e a colocação incômoda (6ª) do país nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, o convite da CBF ao multicampeão alvinegro se tornou questão de tempo.

A terceira passagem de Tite pelo Timão chegou ao fim no dia 15 daquele mês, uma quarta-feira. Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o presidente do clube paulista, Roberto de Andrade, anunciou que o técnico assumiria o Brasil no lugar de Dunga, demitido dias antes. “O professor Tite não é mais o técnico do Corinthians. Ele não dirige mais o time no jogo de amanhã (contra o Fluminense). Junto com ele também estão saindo o Cléber Xavier, o Matheus, filho dele, e Edu Gaspar”, disse Andrade.

Tite e Cléber Xavier deixaram Timão no meio da temporada

Tite e Cléber Xavier deixaram Timão no meio da temporada

Agência Corinthians

Adenor esteve à frente do Corinthians por 378 partidas. Tal marca o coloca como segundo professor com mais jogos na história alvinegra, atrás só de Oswaldo Brandão. Se tratando de títulos conquistados, é considerado o maior: dois Campeonatos Brasileiros (2011 e 2015), uma Libertadores (2012), um Mundial de Clubes da Fifa (2012), uma Recopa Sul-Americana (2013) e um Campeonato Paulista (2013).

Fábio Carille (interino)

Carille dirigiu dois jogos do Timão após saída de Tite

Carille dirigiu dois jogos do Timão após saída de Tite

Agência Corinthians

Sem Tite, o então auxiliar Fábio Carille, no clube desde 2009, assumiu o comando do time interinamente. Sob seus cuidados, o Corinthians disputou duas rodadas do Brasileirão, contra Fluminense (derrota por 1 a 0) e Botafogo (vitória por 3 a 1). No dia do segundo jogo, aliás, um domingo, a diretoria anunciou a contratação do treinador Cristóvão Borges, que iria à Arena Corinthians naquela tarde. Carille, então, voltou a trabalhar como assistente.

Cristóvão Borges

Sugerido por Andrés Sanchez, Cristóvão Borges teve início promissor

Sugerido por Andrés Sanchez, Cristóvão Borges teve início promissor

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Mesmo sem qualquer título como técnico, Cristóvão Borges, de 57 anos, foi apresentado como sucessor de Tite no dia 20 de junho, em coletiva no CT Joaquim Grava. Com boa passagem pelo Vasco em 2012, quando recebeu o prêmio de melhor comandante do Brasileirão, o baiano tinha a missão de dar continuação ao bom trabalho no clube: a equipe estava no G4 e disputaria as oitavas de final da Copa do Brasil em breve.

Entretanto, mesmo com um início promissor – sete partidas de invencibilidade após o revés na estreia para o Atlético-MG, por 2 a 1, no Mineirão –, o Corinthians de Cristóvão caiu de produção e passou a ser contestado. As consecutivas derrotas do time, entre elas um 3 a 0 para o Grêmio, atreladas ao currículo modesto do treinador, renderam ao baiano bom de papo uma demissão pós-Dérbi, que terminou com triunfo dos palmeirenses pelo placar de 2 a 0 em plena Arena Corinthians.

Baiano foi demitido após derrota do Timão para o Palmeiras

Baiano foi demitido após derrota do Timão para o Palmeiras

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

“Queremos o melhor para o clube, se erramos de uma forma ou de outra, o reparo também é grande. Estamos vivos no Brasileiro e na Copa do Brasil. Se achamos que temos de fazer uma correção, vamos fazer”, prometeu Roberto de Andrade, que logo anunciou um substituto. “Trazer um treinador faltando dois meses e meio para o fim de temporada é um tempo muito curto para conhecer o elenco. Damos preferência ao Fábio por conhecer o elenco, o dia a dia. Isto facilita e em janeiro pensamos em outro treinador, sim. O elenco, este que tem aqui, é o que vamos terminar o ano, não tem como fazer mais contratações”.

Fábio Carille (interino)

Carille fo

Carille foi anunciado como sucessor de Cristóvão

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Três meses depois, Carille voltou ao comando do então campeão brasileiro, mesmo que de maneira temporária. Com a promessa de que permaneceria no cargo ao menos até o término do Campeonato Brasileiro, o assistente conduziu o Timão em dois compromissos decisivos: o embate de volta das oitavas da Copa do Brasil, diante do Fluminense (vitória por 1 a 0), e a partida de ida das quartas, frente ao Cruzeiro (triunfo por 2 a 1).

De 21 de setembro a 12 de outubro, o Corinthians fez seis jogos sob a preparação de Carille. Venceu três, perdeu dois (para Fluminense e Botafogo) e empatou um (Atlético-MG). E apesar do bom aproveitamento, Carille acabou preterido mais uma vez por Andrade, que abriu mão do diálogo com membros da diretoria e fechou com Oswaldo de Oliveira, à época no Sport.

Oswaldo de Oliveira

Escolha de Andrade por Oswaldo passou longe de aval de diretores do Timão

Escolha de Andrade por Oswaldo passou longe de aval de diretores do Timão

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

“No Corinthians, não tenho desafio, tenho prazer. Estou aqui de corpo e alma, emocionando por voltar a essa casa”, disse Oswaldo de Oliveira em 14 de outubro, data de sua apresentação no CT Joaquim Grava. A terceira passagem do carioca pelo Timão, porém, começava com questionamentos da torcida e da imprensa acerca de seus trabalhos recentes.

Coincidentemente ou não, a opinião de grande parte da Fiel sobre a contratação de Oswaldo ganhou força por causa dos resultados negativos. Em nove duelos com Oswaldo, o Timão venceu apenas dois, empatou quatro e foi superado em três. O aproveitamento de 37% fez Roberto, que contratara o treinador à revelia de boa parte dos dirigentes do clube, demiti-lo em 15 de dezembro.

Oswaldo de Oliveira tinha desafio de levar Corinthians à Libertadores

Oswaldo de Oliveira tinha desafio de levar Corinthians à Libertadores

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

“É preciso que as pessoas não se esqueçam do contexto envolvendo o Corinthians em 2016. Houve troca de comando técnico, na comissão técnica e saída de jogadores importantes. Tudo isso contribuiu muito para este período de transição que o clube vive hoje. Assumo minha parcela de responsabilidade no processo, mas será que trocar o treinador que estava cuidando do planejamento para o ano que vem resolve todos esses problemas? O problema era só esse?”, questionou Oswaldo em nota à imprensa logo após a exoneração.

Fábio Carille (efetivo)

Carille ganhou oportunidade após demissão de Oswaldo

Carille ganhou oportunidade após demissão de Oswaldo

Agência Corinthians

O fracasso na busca por uma vaga na Libertadores de 2017 mexeu com o planejamento do Corinthians. Com o orçamento curto para novas contratações e a escassez de bons nomes no mercado, a agremiação, enfim, decidiu apostar em quem aguardava por uma chance: Fábio Carille, antigo braço direito de Tite, que jamais escondeu o desejo de se tornar técnico.

“Quero agradecer muito ao Roberto, aos diretores, estou muito grato pela possibilidade. O presidente sempre deixou claro que eu era interino e que trabalharia até dezembro. Como eu não ficaria em 2017, eu acho que ele agiu certo, trouxe outro profissional (Oswaldo) já para conhecer o grupo. Se ele pedisse minha opinião, eu diria isso. Se acertou ou errou, já foi. Agora é fazer o melhor pelo Corinthians”, esclareceu o profissional.

De acordo com o diretor de futebol Flávio Adauto, Carille seguirá no comando da equipe do Parque São Jorge até o término do Paulistão independentemente dos resultados dentro de campo. “Podem esperar linhas muito organizadas e compactas. Nunca escondi que minha linha de trabalho é a do Tite, meu jeito de ser é muito parecido com o dele”, promete.

Veja mais em: Tite, Oswaldo de Oliveira, Fábio Carille, Diretoria do Corinthians e Roberto de Andrade.

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    @hellsing em

    Era para o Carille ter ficado desde a saída do Tite e enquanto isso iam negociando com um técnico de qualidade! Mas preferiram trazer o Cristóvão e depois a mula do Oswaldo!

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    @erick.imirim em

    A dobradinha Tite, mano estava dando super certo só que por égo esse bosta desse presidente lixo fez uma merda seguida da outra, bem que poderia viver nos EUA para sempre e nos esquecer

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    Só piorou

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    76º. @vagner.silva13 em

    Essa diretoria tá sendo mil vezes pior que a do Gobby

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    75º. @fabio.dos.santos.tor em

    Tirando a saída do Tite p seleção! O resto foi só cágada da diretoria!

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    Edward 1621 comentários

    74º. @edward.siqueira em

    Era para o Carille ter assumido quando o Tite saiu, porém, a diretoria tentou alguns nomes e teve negativas. Erraram ao trazer o Cristóvão Borges, ele literalmente assassinou todo o trabalho realizado pelo Tite, mudando esquema tático e tirando jogadores. Depois contrataram Oswaldo (na minha opinião é um bom técnico, do tipo que faz o time treinar e tem por característica montar bons grupos, embora nunca tenha tempo para dar continuidade a um trabalho), infelizmente o técnico não atingiu as metas pre estabelecidas pelo clube, Libertadores. Daí então, fizeram uma sacanagem tremenda com o treinador, atitude digna de amadores e safados, fizeram o técnico sair pela porta dos fundos, literalmente queimado. Agora, efetivaram o Carille de vez, vamos ver até quando...a diretoria perdeu a mão sob o comando...triste ver isso!

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    Rodrigo 154 comentários

    73º. @rodrigo.de.souza.ger em

    Que lixos