Fábio Carvalho
Na real eu acho que a sua forma de descrever as situações é que ficou bem romantizada. Hehehe
Li outro dia desses, ano passado, acho (salvei em meus favoritos. Depois procuro e te envio), que a FIFA passou a não considerar jogadores como partes impedidas de participação nos direitos econômicos. Então Balbuena em 2016 não era exceção.
No mais, nem direitos federativos, tampouco econômicos, podem obrigar um atleta a ir pra onde ele não queira. E outra, um contrato é a documentação de um acordo entre partes. Os 'terríveis termos contratuais feitos no momento da contratação do zagueiro paraguaio pelo Sr Roberto de Andrade' foram propostos pelo (os) empresário (os) do paraguaio, com a anuência dele. Da mesma maneira o de Sidcley, que junto aos seus empresários, quis sim fazer o clube de vitrine. Bem antes dele, Cleber, hoje zagueiro da Ponte Preta, fez igual.
Balbuena recebeu 'luvas' pra renovar, e recebeu 'luvas' pra sair. Tudo isso em um curto espaço de tempo. Ele foi inteligente e saiu como benfeitor. Rsrsrs Andrés elogiou por gratidão ao ato 'misericordioso' porque era melhor isso do que assumir a própria incompetência. (A gente sabe que Roberto era fantoche)
Você fala que defendo ele passionalmente, mas suas criticas passam pela paixão. Rsrs Ralf estava jogando normalmente, frequentando os treinamentos, não se viu nenhuma notícia de que tenha faltado treino (somente os setoristas contando causos), jogava sempre, e em momento algum manifestou publicamente vontade de sair. Se o salário era alto ou não, convenhamos que o que é acordado não sai caro, e ele tem história pra receber bem. (Fagner tem menos e é o 'teto salarial' do clube, por exemplo). Se o Corinthians passa por momentos ruins financeiramente, em hipótese alguma o jogador tem mínima responsabilidade.
Andrés aproveitou um momento que julgou oportuno pra se livrar de um salário mais pesado, pago a um jogador de mais idade, e que se envolveu em uma batida de carro (que até onde li, ele se responsabilizou junto à família do senhor acidentado) e isso é prato cheio pra assessoria de imprensa. A chegada do novo treinador, cuja carreira se resume a dois anos, traz consigo a promessa de futebol ofensivo e 'moderno' (como eu odeio esta babaquice desse termo...). O argumento oficial a ser apresentado nas coletivas já está pronto. E o volante é peça velha, pronta pra ser descartada.
Dito tudo isso, você ainda quer que o cara abra mão do dinheiro ao qual tem direito? E eu sou passional? Não força, mano véio. Hahahaha
Jogador nem treinador de time algum deve facilitar pra cartolagem brasileira. Invariavelmente são todos uns pilantras e oportunistas que fazem uso da boa fé e do amor da torcida para criar vilania e esconder incompetência.
Ralf quis sair e pagou o que estava previsto. Corinthians quer que Ralf saia, então que pague o que a lei diz. Não há absolutamente nada de anormal aí.
em Bate-Papo da Torcida > O que os técnicos Guardiola e Tiago Nunes têm em comum?
Em citação ao post:
Os casos citados por você não tem qualquer tipo de semelhança com o caso Ralf.
Balbuena foi campeão brasileiro e estava prestes a assinar pré-contrato com qualquer outro clube e poder sair de graça ao final de 2018. Tudo isso graças aos terríveis termos contratuais feitos no momento da contratação do zagueiro paraguaio pelo Sr Roberto de Andrade. Com a faca e o queijo na mão os empresários tinham a opção de aguardar até poderem assinar um pré-contrato com qualquer outro clube ou renovar com o Corinthians. Obviamente o novo contrato firmado implicaria em aumento salarial substancial (zagueiro campeão brasileiro e titular da seleção do seu país), e luvas significativas para seus empresários, já que estes teriam que aguardar mais um tempo até ver seu atleta ir a Europa.
O que a diretoria do Corinthians fez?
Assinou um contrato com multa baixíssima, para caso aparecesse uma oferta da Europa poder receber um pequeno valor em dinheiro e não ver o jogador sair de graça ao fim do ano. Lembrando também que Balbuena não tinha os seus direitos econômicos, a parte que não era do Corinthians pertencia a um grupo de empresários, logo o jogador não tinha decisão nenhuma a tomar, só obedecer. Podemos concluir que aqui a mer** toda se deu por culpa do nosso presidente Roberto de Andrade. O jogador ainda foi de certa forma caridoso em assinar um novo contrato e não deixar o Corinthians de mãos vazias. Esse foi homem!
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O segundo caso apresentado por você é o de Sidcley.
Esse é até mais fácil de explicar.
O Corinthians quebrado de grana e precisando de um lateral esquerdo, chegou ao Athletico contando as moedas para fazer um bem bolado afim de contratar Sidbale. O Athletico que diferente da diretoria do Corinthians sabe negociar jogadores falou o seguinte: 'olha Timão, sei que vocês apesar de ter uma diretoria vergonhosa são um clube gigante e que sempre estão no centro das atenções. Então vamos fazer assim. Libero o jogador pra vocês, para que ele se destaque, pois acreditamos no potencial do cara, e vocês vão servir como nossa vitrine (Clausula existente no contrato). Assim que chegar uma proposta boa por ele, vocês são obrigados a libera-lo e receberão uma pequena comissão por ter servido de vitrine. E ai topa? '
A nossa diretoria super competente topou, e o resto é história.
Em ambos os casos os atletas não tinham poder algum de decisão, o Corinthians ficou refém de um contrato mau formulado por Andrés e Roberto de Andrade. Mas mesmo com tudo isso, ambos conseguiram mostrar mais gratidão ao Corinthians que Ralf.
Então tudo que você falou não passa de imaginação. Não adiante cara, o que o pitbull fez não é normal, você dificilmente vai encontra caso semelhante aqui no SCCP.



