Alexandre Oliveira
Nos últimos anos o Corinthians tem sofrido tristes derrotas para três grandes inimigos. Desde 2000, o time não consegue reverter um resultado após perder o primeiro jogo em um mata-mata de Libertadores, e posso dizer que esses inimigos tem uma grande parcela de culpa!
AFOBAÇÃO:
O time entra pilhado em campo, sobretudo quando joga em casa e precisa do resultado. Os jogadores parecem entram em campo empolgados com a festa e a pressão da torcida, mas não sabem utilizar a torcida ao seu favor. Mesmo jogadores muito experientes já ficaram marcados por se 'empolgarem' demais. É preciso entender a diferença entre pressa e correria.
SOBERBA:
Por diversas vezes, não só em mata-mata o Corinthians abusou da soberba. Nos últimos anos onde o ponto forte da equipe foi o sistema defensivo, parecia haver uma confiança extrema que após o time fazer o gol, nenhum adversário seria capaz de passar pela defesa ou, na pior das hipóteses, a grande muralha Cássio salvaria a pátria. É preciso não subestimar a capacidade do adversário. Todos querem ganhar e nessa hora, foco, garra, determinação e humildade também entram em campo.
EXPULSÕES:
Até parece que já virou uma tradição, mas uma tradição bem desagradável e prejudicial ao time. Desde Roger Guerreiro que pegou o tornozelo do D'Alessandro na fatídica eliminação para o River Plate em pleno Morumbi lotado, tem ocorrido expulsões com uma certa frequência. Basta o torcedor corintiano puxar pela memória para lembrar que inclusive jogadores experientes e rodados foram expulsos em momentos cruciais prejudicando muito o desempenho do time em campo. Claro que é mais fácil para quem estar de fora falar, a pressão dentro de campo é muito grande. Mas convenhamos, é possível sim ter equilíbrio e não perder a cabeça. Grandes clubes de futebol geralmente contam com o apoio de psicólogos, terapeutas e outros tipos de profissionais para ajudar os jogadores a entregar o seu melhor em campo.
O Corinthians precisa ser grande sem perder a humildade, ser agressivo, mas saber a hora certa de atacar, e com certeza os jogadores precisam ter a cabeça no lugar. Em 2012 era muito claro como o time sabia se controlar dentro de campo, tinha frieza pra lhe-dar com a pressão e era mortal na hora de decidir. A receita está ai! Foco, fé, sangue no olho, tapa na orelha, é o jogo da vida, porque o Corinthians não é brincadeira!
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