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Post de Daniel no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Concordo praticamente com todo o seu texto mas aí vem a triste constatação: Augusto Melo disse em renovar com o Cássio e Antônio Oliveira não tira ele nem Fagner do time.

Belo texto irmão! Infelizmente ficou um pouco longo e a maioria não terá paciência de ler!

em Bate-Papo da Torcida > Sobre ontem à noite

Em resposta ao tópico:

Quando analisamos um time de futebol, precisamos ter uma visão histórica, com relação ao elenco e uma visão panorâmica, com relação ao momento.

A história do elenco do time do Corinthians traz a marca de dois nomes: Cássio e Fagner. Foram e continuam sendo bons jogadores, não tenho a menor dúvida disso. Já foram os principais estruturadores de equipes campeãs e que deram alegrias para a torcida. Não são mais, mas pensam que continuam sendo o que eram.

O empresário deles, Carlos Leite, diz ser credor do clube. Ele colocou o clube no pau, processando para receber seus créditos, um tanto quanto duvidosos. Digo duvidosos, porque se ele é empresário de jogador, quem tem que pagar seus créditos é quem os contratou, não o clube. No mínimo há um conflito de interesses, porque se ele já trabalhou para um cliente, não pode trabalhar para aquele diante do qual representou interesses opostos. É a mesma coisa que um promotor trabalhar como advogado de alguém que processou.

Mas isso poderia ser superado pelo profissionalismo dos atletas Cássio e Fagner, que não tem nada a ver com os interesses de seu empresário. Será?

O fato é que tanto Cássio, quanto Fagner já não podem mais ter a responsabilidade de estruturar o time em campo, seja pela visível queda de rendimento de ambos, seja pelas falhas que vêm cometendo reiteradamente.

O cenário que o Augusto Melo viu ao assumir a presidência era muito difícil, pois tinha um treinador desidioso, atletas mal-acostumados, um departamento de futebol desorganizado, vários entraves jurídicos e financeiros que impediam inclusive que o clube tivesse uma posição melhor para contratar. Era um carro velho cheio de problemas mecânicos, com uma aparência muito feia.

Transformar esta realidade não é algo que se faça do dia para a noite.

Aos tropeços, a atual diretoria fez contratações com vistas à reformulação do elenco e mudou a cara do departamento de futebol. No entanto, nem todos entenderam. O Rubão, que se acha o último biscoito do pacote, ainda não entendeu qual é a sua função. Reclama do presidente deliberativo do Corinthians, que de fato exerce a sua função. O Tuminha não resolve nada sozinho, mas é apoiado pelos conselheiros que deliberam. A função do Conselho não é a de um “governo paralelo”, como argumenta o Rubens. É uma espécie de legislativo e tem dever de fiscalizar a diretoria e deliberar a partir de seus limites regulamentares e estatutários.

Voltando ao time, constato que a era Cássio e Fagner acabou no futebol. Eles não vão voltar a ser estruturantes do time. Eles são nocivos à estruturação de uma equipe renovada, pois ainda se sentem estruturantes.

Se fosse o Augusto Melo eu procuraria conversar com eles, juntamente com os profissionais e técnicos do departamento, para planejar a saída de ambos. Não falo em demissão imediata, pelo contrário. Penso num jogo de despedida, caso eles venham a se convencer de que chegou o momento de se aposentar, ou mesmo se eles forem negociados pelo Carlos Leite para outras equipes. O que não se pode fazer é deixar de enfrentar o problema.

O Cássio é um excelente goleiro ainda. Pode fazer muito ainda, mas em outro clube. No entanto, ele tem um defeito: ele não sabe o que faz com a bola depois que tem ela dominada. É cansativo ver ele, depois que faz uma defesa, segurando indevidamente a bola e dando bronca nos jogadores da linha. Pior do que o teatro que ele faz, é saber que enquanto ele confunde campo de futebol com palco, o tempo vai passando e, se a bola estivesse rolando, era melhor. Quem tem que dar lição de futebol aos jogadores da linha é o técnico, não o goleiro. Quando ele repõe a bola em jogo, não sabe o que fazer. Antes ele dava seus chutões para frente, que em regra não resultavam em nada. Ultimamente, ele dá a bola para um zagueiro, quase sempre na fogueira e o time fica sem saída. Como se isso não bastasse, quando ele tem a bola nos pés, recuada por aquele zagueiro que a pegou na fogueira, lentamente faz suas lambanças, exatamente pela sua lentidão como jogador de linha. Toda vez que alguém passa a bola para o Cássio, eu fico atônito. Acho que vocês também.

Já o Fagner, não é mais aquele lateral que conduzia a bola com maestria em triangulações com os meias e atacantes. O mais grave é que ele não é mais aquele jogador que precisa estar presente na defesa quando o time é atacado pela direita. Ele ainda tem alguns lampejos daquele jogador que foi, mas não consegue manter a intensidade por fora do seu declínio no rendimento esportivo.

O problema é que o clube contratou mal na posição, ao trazer o Mateuzinho. Ele nunca foi um jogador com a mesma intensidade e técnica que o Fagner chegou a ter. Pelo contrário. É bem abaixo do que se esperava.

Outro problema, no mesmo lado do campo, é o Felix Torres. Talvez ele melhore, porque diferente do Mateuzinho, ele parece que tem um potencial maior para melhorar. Na minha opinião, se o Gil tivesse sido mantido no elenco seria melhor, mas isso é passado.

O Gustavo Henrique e o Hugo na esquerda se entendem melhor. Nada de espetacular, mas fazem o serviço direitinho.

O Hugo me parece um jogador com potencial para crescer. Ele se movimenta bem, mas não é um lateral que cai pelas pontas, mas que vai ao meio nas jogadas ofensivas atrapalhando a movimentação das zagas adversárias. Na defesa ele dá conta da função.

Se formos observar os últimos jogos do Corinthians, veremos que os adversários preferem atacar pelo lado esquerdo, nas costas do nosso lateral, seja Fagner, seja Mateuzinho, aproveitando também da lentidão do Félix Torres.

Não faltam volantes no elenco. São volantes bons, mas que sofrem com a dificuldade de haver um buraco na compactação do time nas saídas de bola, que se isolam na defesa pela lentidão dos nossos jogadores. Do mesmo modo, o time não tem aproveitado os meias como era de se esperar.

Quanto aos meias, temos jogadores muito bons. Não temos tantos quanto o elenco precisa, para enfrentar as competições que temos pela frente. Gostei do Coronado, mas ainda o considero uma grande incógnita. O Garro não precisa provar mais nada. Ele é bom mesmo, mas não encaixou com as linhas ofensivas as suas jogadas criativas. Neste ponto, merece continuar como o principal meia do time, por sua criatividade, aguardando-se que suas jogadas encaixem, o que é uma questão de detalhe.

A rapidez das jogadas do Garro não é correspondida na mesma velocidade pelos demais jogadores do time, que não se posicionam para onde ele manda a bola, aquilo que se chama de ponto futuro. Me parece que há uma certa acomodação. Todo mundo espera que o meia jogue a bola no pé.

Nossos atacantes falham exatamente por se posicionarem, tanto nos deslocamentos quanto nas movimentações, de modo a receber lançamentos mais agudos, ou passes mais espertos, mais rápidos. O que sobra de esperteza no Garro, falta nos atacantes, principalmente Yuri Alberto. Ele não consegue quebrar a linha da defesa adversária.

Já o Wesley, poderia muito bem jogar com triangulações pelo lado esquerdo, ou trabalhar no domínio das bolas passadas ou lançadas pelo Garro. Sua jogada de pegar na esquerda e trazer a bola para a área é muito forte, mas poderia também trazer a bola para a ponta, enquanto o Hugo cria a confusão dentro da área adversária, deixando os atacantes livres para criarem espaços de trabalho de bola com vistas à finalização. O momento em que o Wesley tem a bola nos pés demanda maior movimentação dos atacantes e do resto do time, porque é por ali que podem aparecer as melhores oportunidades de gol.

Dito isto, observamos que o António Oliveira precisa resolver algumas equações, para que o elenco renda o potencial que tem. O elenco não é ruim. Bem trabalhado pode render bastante. O que falta é organização, competitividade, intensidade e eficácia.

Não sou a favor de demissões de treinador, sempre apontadas como soluções para a falta de resultados. As demissões de treinador durante a temporada normalmente desestabilizam os times. O que um dirigente precisa mensurar quando toma a decisão de demitir um treinador é qual será o próximo passo.

No caso do Mister, a diretoria precisa prestigiá-lo, assim como precisa prestigiar todos os profissionais que vieram para integrar o estafe do departamento de futebol. Fazer um time jogar do jeito que o treinador pretende é tarefa que demanda tempo e paciência, o que falta para a torcida e tem faltado para a diretoria. A proposta de jogo do Mister é muito boa. Quem viu o time do Cuiabá jogar sabe do que eu estou falando.

Por sorte, o Raniele, que era o principal jogador do Cuiabá na última temporada, ao lado do Deyverson, veio para o Corinthians. O Raniele e o Garro é que devem substituir Cássio e Fagner na estruturação do time.

Quanto ao Cássio e ao Fagner, lamento dizer, são os maiores problemas que o Mister tem que enfrentar. É difícil você chegar para um profissional excelente, mas que não é mais o que foi, dizer que ele vai cumprir uma outra função. O Cássio e o Fagner podem ser mantidos no elenco, mas não podem mais ser donos do time. Prefiro o Matheus Donelli no gol e qualquer outro jogador no lugar do Fagner. Enquanto isso, a diretoria deve fazer todo um trabalho para encaminhar uma saída honrosa, pela porta da frente, para os dois atletas, para evitar que toda a história que eles construíram no Timão vá para o lixo.

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