Rodolfo Ribeiro
Tá, mas e o buraco que o Corinthians tá se enfiando para pagar seu belo salário?
em Bate-Papo da Torcida > 'Ele é artilheiro da Holanda. Se identifica com a Fiel. E você quer...
Em resposta ao tópico:
Fala, Fiel!
Eu moro há 25 anos na Alemanha, no estado de Nordrhein-Westfalen (NRW), uma das regiões mais populosas da Europa e também uma das mais apaixonadas por futebol. Em menos de 20 minutos de carro estou em Venlo na Holanda, cidade onde o velho Vamp jogou quando foi emprestado pelo PSV. Aqui é o coração do futebol alemão — rodeado por clubes como Borussia Dortmund, Schalke 04, Bayer Leverkusen, Mönchengladbach, FC Köln, Bochum, Fortuna Düsseldorf… é futebol o tempo todo.
E mesmo vivendo nesse verdadeiro santuário do futebol alemão, posso dizer com toda a certeza: nunca vi tanto Corinthians por aqui quanto depois da chegada do Memphis Depay ao clube nas últimas décadas.
Desde que ele vestiu o manto, comecei a ver gente usando a camisa do Timão nas ruas da Alemanha e da Holanda. Meus amigos compraram a camisa All Black porque acharam linda e porque agora conhecem o clube. Meu cunhado foi até vestido com a camisa all black do Corinthians no show do Iron Maiden que teve dia 11 no estádio do Schalke. Tudo isso por causa do interesse no jogador Memphis Depay.
E olha que estamos falando do atual artilheiro da seleção holandesa, uma das seleções mais tradicionais do mundo. O Memphis não é qualquer jogador. Ele tem peso, tem história e tem um nome conhecido na Europa inteira dentro e fora do futebol como músico.
Durante o Mundial de Clubes, vi mais camisas do Corinthians do que do Flamengo por aqui — e olha que o Flamengo é patrocinado pela Adidas, uma empresa alemã. A mídia europeia, tanto alemã quanto holandesa, acompanhou o Corinthians como nunca antes, a ESPN holandesa transimitiu os jogos do Timão e eu consegui assistir jogos do Corinthians pelo YouTube, algo que nunca tinha acontecido em 25 anos. Só quem mora aqui sabe da dificuldade que é para conseguir assistir os jogos. O nome “Corinthians” apareceu onde antes só se falava de Bayern, Dortmund, Ajax, PSV e companhia.
Entendo que o time esteja mal e que a torcida esteja revoltada. Mas culpar o Memphis é não enxergar tudo o que ele trouxe. Ele jogou bola, conquistou título, se identificou demais com a torcida e ainda elevou a marca Corinthians para outro patamar no exterior.
Antes do Memphis, o Corinthians só teve esse tipo de destaque aqui fora quando contratou o Ronaldo Fenômeno e quando ganhou o Mundial em 2012. Estamos falando de um impacto real, de visibilidade, de valorização da nossa marca, do nosso escudo.
Abrir mão do Memphis agora seria um erro gigantesco. É aquele tipo de decisão que o clube se arrepende depois. Jogador desse nível, com esse carisma e com esse retorno dentro e fora de campo, é raro. Muito raro.
Então, torcedor, respira. Critique o que precisa ser criticado, mas valorize quem entrega. E o Memphis entrega — dentro e fora de campo.
Vai, Corinthians! Sempre.
📍 Escrevo tudo isso com o olhar de quem vive há 25 anos na Alemanha, acompanhando o Corinthians de longe, mas com o coração sempre perto.
📸 Me chama lá no Instagram se quiser trocar uma ideia sobre o Timão aqui na Europa: @dylankrechjr


