Luiz Oliveira
Gente, para com isso, não dá certo! Uma vaquinha pra pagar 700 milhões da Arena arrecadou menos de 50 milhões. Se não for uma saf com investidores que paguem a dívida real e depois recupere o investimento de volta com parcelas mais leves, não vamos a lugar nenhum! Ser SAF, não significa que o time não será mais do povo. A instituição, permanece intacta. O Bota deixou de ser o Bota? ! O parma deixou de ser o parma? ! Pelo contrário, subiram muito no conceito com os títulos. O dia que atorcida estiver insatisfeita, ela tira quem quer que seja do poder. Não podendo o dono da SAF tirar de imediato os jogadores que por um acaso venham a adquirir. Esse é o detalhe que precisa ter no contrato.
em Bate-Papo da Torcida > SAFIEL: opção melhor que as SAFs tradicionais
Em resposta ao tópico:
Olhando sem filtro para o buraco em que a gente se meteu, é duro ter esperança. A dívida do Corinthians saiu de R$ 1,9 bilhão pra R$ 2,6 bilhões em apenas um ano. Já tem mais de R$ 100 milhões em condenações na FIFA e, pra piorar, o clube gasta entre R$ 300 e R$ 400 milhões por ano só em juros. Isso suga o caixa, tira competitividade e deixa o time flertando com o rebaixamento quase todo campeonato. A verdade é que o Corinthians precisa de um choque de gestão — e, entre todas as ideias na mesa, a mais viável (e viabilidade é palavra-chave agora) é a SAFIEL.
A proposta é simples: nasce uma empresa para cuidar exclusivamente do futebol do Corinthians, com gestão profissional, blindada da política. O controle do dia a dia sai das mãos do Parque São Jorge, quem irá mandar na estratégia é um Conselho de Administração eleito pelos torcedores que comprarem ações com direito a voto. Esses conselheiros serão pessoas qualificadas, sem rabo preso político. Eles contratam o CEO e os diretores, cobram metas, aprovam orçamentos e demitem se não entregarem. E tudo passa por auditorias independentes e regras da CVM, garantindo transparência de verdade.
As ações com direito a voto irão custar a partir de R$ 200, e a prioridade é de quem tem menor poder de compra, pra garantir que a Fiel tenha voz. Existe um limite de cerca de 1,8% de poder de voto por CPF — assim ninguém vira dono oculto. Empresas e fundos podem investir, mas só em ações sem voto, ou seja, entra capital, mas não entra controle. A ideia da Safiel é chegar a um aporte de mais de 1,6 bilhão.
“Mas o Parque São Jorge não vai continuar mandando? ” Não. O escritório da SAFIEL será fora do clube, com governança independente, conselho fiscal autônomo, canal de denúncias e auditorias obrigatórias. Tudo pensado pra blindar o futebol da velha política, de pressões eleitorais e dos acordos de bastidor que afundaram o Corinthians nos últimos anos.
“E por que não fazer uma SAF com um dono só? ” Porque esse modelo é tudo o que a gente critica hoje. A torcida não deve aceitar entregar o Corinthians pra um único CPF. A dor do corintiano é justamente ver meia dúzia decidindo no escuro — e numa SAF tradicional isso piora, porque o poder fica concentrado nas mãos de um dono. Se o humor do cara muda, muda o destino do clube inteiro. E a Fiel não tem voz nem voto. Na SAFIEL, é o contrário: ninguém manda sozinho. O poder é pulverizado, a torcida decide, fiscaliza e pode tirar quem não entrega. É mais democrático, mais estável e mais a cara do Corinthians.
Se você ainda é cético — e eu também era —, basta comparar com honestidade: a SAFIEL distribui poder, dá voto à Fiel, impõe transparência e cria regras iguais pra todos. A SAF de um dono concentra risco, cria dependência e deixa a torcida de fora. O Corinthians precisa de capital e de cérebro, não de um novo senhor feudal. A SAFIEL é o caminho mais realista, mais seguro e, principalmente, mais corintiano. Pela primeira vez, a Fiel pode ser dona de verdade do futuro do Timão — não no grito, mas no voto.



