Alex Silva
Para quem não sabe, a CBF adotou a partir desse ano o Fair Play Financeiro com penalizações para quem não cumpri-lo, ele possui 4 pilares de controle que são:
1- Dívida em atraso: Proibe calotes a clubes, atletas e governor
2- Equilibrio operacional: Evita prejuízos recorrentes
3- Custo de elenco: Impede gastos excessivos com atletas. Limite de 70% da receita. Isso não inclui somente salários mas direito de imagem, comissões para empresários e encargos.
4- Dívida de curto prazo: Controla obrigações impagáveis em 12 meses. Limite de 45% da receita
Para se ter uma ideia, em 2024 um total de 13 clubes da série A não cumpririam o Fair Play Financeiro. Sem acesso à números do clube, podemos dizer que hoje o Corinthians gabarita negativamente os 4 pilares.
A implementação será em fases mas em 2028 será obrigatório o equilibro operacional e em 2029 a vigencia plena. O orgão regulador é a agencia nacional de regulação e sustentabilidade do futebol (ANRESF).
As sanções são fases:
1- Estado de monitoramento
2- advertência publica
3- Sanções financeiras
4+ Transferban, dedução de pontos, rebaixamento e cassação de licença,
Isso tem uma mensagem forte para o Corinthians, a sustentabilidade financeira não é opcional mas uma urgencia no futebol brasileiro, temos 3 anos ou um mandato para mudar a nossa história no Corinthians que ainda pena para pagar o seu estádio onde a Caixa tem o poder de pegar receitas do clube, pagando altos juros anualmente. Estamos num período decisivo na história do clube, acreditar numa próxima gestão competente, séria e salvadora ou viramos SAF? Qual SAF?
Acabou o tempo de atrasar salários, de calote, de jeitinho para trazer um astro mundial. A gestão profissional não somente urge mas se impõe em todo o futebol nacional e no Corinthians não é diferente.
em Bate-Papo da Torcida > O futuro do Corinthians e o novo Fair Play Financeiro








