Césare Luiz
Como quase tudo no Corinthians sempre foi tratado de forma obscura, isso me parece muito mais uma notícia plantada por aqueles que historicamente usaram o clube em benefício próprio. É apenas um palpite, nada além disso.
Fica então a pergunta: por que o clube frequentemente vende atletas por valores abaixo do mercado? A quem isso realmente interessa? Certamente não ao Corinthians. Interessa às mesmas pessoas que contribuíram para afundar o clube e que continuam enxergando a instituição como instrumento de lucro pessoal, e não como patrimônio da torcida.
O posicionamento do Dorival vai ao encontro do que o torcedor mais lúcido pensa. Justamente por isso, parece haver uma tentativa de plantar essa narrativa para descredibilizá-lo.
E quanto à questão jurídica, o que vale é contrato assinado. Não existe essa história de “aceitei por e-mail” como se isso encerrasse uma negociação automaticamente. Em qualquer tratativa, posso manifestar interesse, posso até sinalizar concordância, mas antes da assinatura formal há a possibilidade de desistência. O contrário seria uma aberração jurídica das mais esdrúxulas.
em Bate-Papo da Torcida > Milan pode acionar a Fifa, mas o André seguirá sendo atleta do clube
Em resposta ao tópico:
Mesmo que o Milan leve o caso pra FIFA, é pouco provável que o Corinthians seja obrigado a vender o jogador. No futebol mundial, transferência só é considerada fechada de verdade quando tem contrato final assinado por quem tem poder formal no clube e registro no sistema da FIFA. Troca de minuta, e-mail ou acordo verbal normalmente não basta pra caracterizar contrato perfeito. Pelo histórico da própria FIFA e pelo Court of Arbitration for Sport (CAS), quando não há assinatura válida, o máximo que costuma entrar em discussão é eventual indenização — e isso só se ficar muito claro que já existia um acordo vinculante. Forçar a venda mesmo é algo bem improvável.

