Carlos Filho
Não é aceitável que o Corinthians, um patrimônio popular e centenário, siga sendo administrado como se fosse “propriedade particular” de grupos que se revezam no poder.
A notícia publicada no GE, de milhões entregues em espécie, sem comprovação robusta, somada a outros episódios recentes, escancara um padrão: falta de transparência, controles frouxos e uma cultura de impunidade que atravessa gestões “de ontem” e “de hoje”.
Os atuais dirigentes têm o dever de cortar na carne, abrir os números, expor contratos, fluxos de caixa, justificativas e responsáveis — e não apenas “prometer apuração” enquanto o torcedor paga a conta com dívida, vexame esportivo e desconfiança institucional.
E os gestores anteriores, citados ou não, não podem se esconder atrás do silêncio: quem presidiu, autorizou, assinou, ordenou e recebeu precisa responder de forma clara, documental e pública.
Corinthians não é laboratório de improviso, nem balcão de privilégios.
Nesse cenário, a torcida precisa encarar a realidade: a intervenção judicial é o melhor caminho neste momento.
Não como espetáculo, mas como medida extrema para garantir auditoria profunda, preservação de provas, responsabilização e um freio real em práticas que se repetem porque o clube parece incapaz de se autodepurar.
Só com um choque de governança, independente dos mesmos círculos políticos, será possível quebrar a lógica de “donos do Corinthians” e reconstruir regras mínimas de integridade.
Quem ama o Corinthians não relativiza “dinheiro em espécie” , não normaliza “sem nota”, não aceita “sempre foi assim”.
O clube precisa de limpeza, transparência e responsabilização — e, se a política interna falhou por tempo demais, a Justiça torna-se o instrumento para proteger o Corinthians de quem o trata como meio de vida e projeto de poder.
#INTERVENCÃOJUDICIALJÁ
em Bate-Papo da Torcida > R$ 3,4 milhões em espécie, segundo o MP-SP: intervenção judicial já...











