Eduardo Segura
O jogo do Corinthians no domingo será um jogo de decisão. Infelizmente, não é uma final. É uma decisão sobre se o treinador Dorival Júnior seguirá ou não no cargo.
O treinador chegou ao clube no dia 28 de abril de 2025. Ou seja, já faz aproximadamente 9 meses que ele está no comando do time. Nesse período, comandou a equipe em 58 jogos, com 26 vitórias, 16 empates e 16 derrotas.
Dentro desses 58 jogos houve de tudo. Realmente aconteceram partidas em que a equipe jogou bem. Podemos lembrar, por exemplo, das finais, como as contra Vasco e Flamengo, ou ainda dos jogos contra o Palmeiras na Copa do Brasil. Porém, também houve jogos horríveis, que acabam sendo ainda mais lembrados. Como as partidas contra Ceará e Sport, ou o último jogo do Corinthians contra o Coritiba, em que o time foi muito mal e praticamente andou em campo.
O time ainda sofreu com um transfer ban no meio do ano passado e não pôde contratar. Isso foi um fator que prejudicou Dorival. Mesmo assim, ele também cobrava reforços a cada derrota ou empate ruim do clube. Eu entendo que o time não contratou naquele momento e que ele não conseguiu utilizar o trio de ataque por muito tempo. Mas ficar falando disso nas coletivas não adianta muito, pois isso só acaba queimando o treinador dentro do clube, com dirigentes e presidente.
Após o jogo contra o Athletico Paranaense na Copa do Brasil, o período entre a semifinal e as quartas foi um sofrimento para o time. A equipe parecia escolher jogos e, em muitos momentos, simplesmente andava em campo. O jogo contra o Cruzeiro, por exemplo, foi tão preocupante que muita gente pensou a mesma coisa: o Corinthians vai perder feio na Copa do Brasil.
Mas chegou a Copa do Brasil e foi uma grande surpresa positiva. Hugo defendendo pênaltis e o time chegando à final, onde venceu o Vasco.
Naquela época também houve a polêmica envolvendo a CBF, por causa do pouco tempo de férias concedido aos jogadores. Já em 2026, o Corinthians venceu a Ponte Preta, mas quando enfrentou o Bragantino veio uma vergonha: um 3 a 0 muito preocupante. Depois disso, na coletiva, Dorival voltou a cobrar reforços. Eles até chegaram, mas o time continua jogando mal e andando em campo.
Por isso, sim: o jogo contra o Santos é crucial para a permanência de Dorival. Se perder, provavelmente será o fim do seu trabalho.
Eu entendo que o mercado tem poucos nomes disponíveis, e que muitos deles também não são grandes opções. Mas chega de desempenho ruim. Chega de ver o time andando em campo. Chega de ficar esperando uma esperança na Copa do Brasil ou na Libertadores.
A paciência acabou. Se tiver que trocar, que troque.
