Carlos Filho
Corinthians não é sono: jogador sem raça desrespeita a torcida que se sacrifica pelo clube.
A derrota por 2 a 0 para o Coritiba, dentro de casa, não foi apenas um tropeço no placar. Foi um retrato revoltante de um time apático, sonolento e distante daquilo que o Corinthians representa. Diante de uma torcida que tira comida do prato, aperta o orçamento e faz sacrifícios reais para estar na arquibancada ou acompanhar o time, o que se viu em campo foi um grupo com postura de quem acha que já ganhou tudo e não precisa provar mais nada.
No Corinthians, isso é inaceitável. A história do clube não foi construída com acomodação, vaidade ou indiferença. Foi construída com raça, vontade, entrega e respeito à camisa. O torcedor corintiano até aceita derrota, porque o futebol permite isso. O que ele não aceita é falta de alma, de intensidade e de compromisso.
Quem veste essa camisa precisa entender onde está . O Corinthians não é lugar para atuação morna, corpo mole ou comportamento de estrelismo vazio. O Corinthians exige luta em cada dividida, coragem em cada minuto e vergonha na cara quando o resultado não vem. A torcida não cobra perfeição; cobra entrega. Cobra que o time honre o peso de uma das camisas mais populares e apaixonadas do país.
Cabe à torcida lembrar, mais uma vez, aquilo que jamais deveria ser esquecido dentro do clube: no Corinthians, talento sem raça não basta. Nome sem vontade não serve. O que sustenta esse time há décadas é a força do povo e a identidade de luta. Jogador que não entender isso não está à altura do Corinthians.
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