Danilo Oliveira
Os erros que custaram a cabeça de Dorival Jr. Na seleção brasileira já estavam estampados na sua passagem pelo Corinthians. Quem viu de perto sabia: ele não conseguiu dar padrão ao time no Parque São Jorge, assim como não conseguiu com a amarelinha. A equipe vivia de altos e baixos, até encarnava um timaço em jogo grande daí aquela velha fama de que 'escolhia partida'. Mas na real, morreu abraçado na seleção esperando Neymar estar disponível, no Corinthians, ficou esperando o trio GYM ressurgir.
O que mais irrita a Fiel é ver treinador pedir reforço o tempo todo (e o elenco realmente precisa), mas ao mesmo tempo não saber trabalhar com o que tem no dia a dia. Seja contratado encostado no banco ou moleque da base pedindo chance, Dorival ignorava. Na seleção, o meio-campo vivia desencontrado e espaçado; aqui, a mesma coisa. Talento individual decidia no grito coletividade que é bom, nada.
Claro que ele acertou em alguns momentos. Um deles foi externar publicamente a bronca com a possível venda do André. E hoje, por exemplo, o André não esteve bem em campo. Mesmo assim, o técnico bancou o jogador até o apito final.
Mas o problema ia além do campo. Havia um claro ruído de informação entre Dorival, o executivo Marcelo Paz e o presidente Osmar. Toda vez que o técnico abria a boca em coletiva, ficava nítido que não existia alinhamento entre os três. Enquanto um falava uma coisa, o outro desmentia ou contornava. Um pedia jogador, o outro dizia que o mercado não permitia. Um criticava saídas, o outro já estava vendendo. Essa falta de sintonia destruiu qualquer chance de planejamento sério e quem pagou o pato foi o time dentro de campo.
Como em outros momentos de sua carreira, Dorival foi competente em copas, mas patético nos pontos corridos especialmente jogando em casa, onde mais precisava da força da Fiel. O padrão se repetiu. E o preço, também
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