Eri Carmo
O que muitos aqui não levam em conta é que, por contrato, boa parte do salário do Memphis é paga pela Esportes da Sorte. Aquela contratação midiática que foi prometida. Ocorre que, com a saída do jogador, o valor pago pela patrocinadora provavelmente não ficará à disposição do Corinthians para pagar outro jogador. Esse valor é exclusivo para o Memphis, previsto em contrato. Então, apenas a parte que o Corinthians paga para o Memphis é que ficará 'livre' para pagamento a outro jogador possivelmente contratado.
Então, suponhamos que o Memphis ganhe 5 milhões, como muitos aqui dizem (cada um diz um valor). Se ele sair, esse valor não ficará disponível para contratar '2 ou 3 bons reforços', como muitos sugerem aqui. A parte da Esportes da Sorte deixará de ser cabível, então, esqueçam esses '2 ou 3 bons jogadores', ainda mais conhecendo a forma de trabalhar dos dirigentes do Corinthians, quando se trata de contratações.
Inclusive, a Esportes da Sorte já está pulando fora dessa questão, caso o contrato do Memphis seja renovado, como já foi noticiado aqui neste site...
em Bate-Papo da Torcida > Sem Memphis, vem aí o pacotão Garcia/Cury de R$ 500 mil?
Em resposta ao tópico:
É quase certa a não renovação do Memphis, e aí fica a pergunta: qual será o “planejamento estratégico” da diretoria pra repor essa saída?
Se a gente for pelo histórico recente, já dá até pra prever o roteiro. Em vez de buscar 2 ou 3 jogadores realmente úteis, com perfil pra agregar tecnicamente ao elenco, o mais provável é vir aquela tradicional barca de indicados dos Garcia e dos Cury da vida. Uns 4 ou 5 nomes “de oportunidade de mercado”, cada um embolsando seus R$ 500 mil mensais, contrato longo, luvas generosas e aquele discurso padrão de “reforço de nível internacional”.
No fim, a conta fecha do jeito mais Corinthians possível: gasta-se o equivalente ao salário do Memphis pra montar um mini asilo de medalhões ou uma coleção de apostas duvidosas, e o time continua com as mesmas carências.
O mais irônico é que, com essa grana, daria tranquilamente pra trazer 2 ou 3 jogadores bons de verdade, pontuais, que resolvessem problemas reais do elenco. Mas isso exigiria scout, critério e planejamento, três coisas que parecem artigo de luxo no Parque São Jorge hoje.