Wagner Herculano
Sem pensar no dinheiro que será gasto, até porque se for renovar terá que ser com valores beeeem menores, acho que será nisso que o Memphis irá ajudar pós-Copa caso ele fique. Ajudar na ambição, no querer ser vencedor e tal. E isso não é novidade pois no ano que ele chegou ele já chegou dando no meio dos caras falando que falta justamente isso para o clube.
Agora não vai rolar porque estão com a cabeça na Copa, em possíveis transferências, mas se ficarem, imagino que ele ajudará muito nessa mudança de mentalidade.
em Bate-Papo da Torcida > Soberba, barriga cheia e desconexão
Em resposta ao tópico:
O que a gente viu no jogo foi a reprise de um velho filme corinthiano, só que agora com um final ainda mais indigesto. Perder para o Platense, um estreante na Libertadores, dentro de casa, não é apenas um tropeço. É um sintoma. E o pior: os mesmos ingredientes que nunca deveriam fazer parte da receita de um time com ambições de título voltaram à tona.
A campanha até é regular, sim. Mas todos nós esperávamos a vitória para dormir na liderança, e o que vimos foi um time desconectado da importância do jogo. Hugo, com o emocional visivelmente abalado por não ter sido convocado para a Copa, transmitiu insegurança. No meio-campo, mesmo no 0 a 0, jogadores preferiram o drible enfeitado, o lençol e a caneta, quando o que se pedia era objetividade e sangue nos olhos.
E aí vem o mais revoltante: Yuri Alberto e Memphis, com a cabeça fora do clube, pensando em transferência e Copa do Mundo. Desconectados. Soberbos. Enquanto isso, o Corinthians escolhe partidas como quem escolhe horário de almoço. Mas eu vou além: esse time, quando vive um bom momento, para de brigar, para de morder, para de competir.
Ninguém foi bem. Parecia time de férias antecipadas. Fica o alerta: quando esses jogadores se sentem maiores do que o clube e mais importantes do que o jogo, o resultado não vem. E hoje, diante de um estreante, a indigestão veio em dose dupla.
