Marcelo Silva
Até o jogo contra o Platense, o Corinthians jogava fortemente de uma maneira mais livre: Os jogadores não precisavam ocupar uma posição específica e a única regra em geral era simplesmente balançar para o lado da bola.
Na saída de bola também, os jogadores compactavam e buscavam progredir em toques curtos, como na imagem a seguir:
O maior problema desse estilo de jogo é que você dá a oportunidade para o seu adversário pressionar na intensidade que quiser, pois não tem ninguém no entrelinhas e só tem o Yuri Alberto lá na frente (Que apesar de não estar na imagem, estava marcado por 2 e não tem bom pivô).
Esse acúmulo de jogadores é meio previsível, de certa forma também, se o adversário balançar também e bloquear o lado oposto, acaba a jogada.
O único jogador a afundar a linha defensiva é Yuri Alberto, e isso poderia ser uma vantagem se Bidon, André e Raniele não estivessem na mesma linha atrás da linha média.
Contra o Grêmio, o cenário foi ligeiramente diferente. Fernando Diniz tentou fazer um time sem aplicar tanto sua essência.
Aqui, dá pra ver como os jogadores estavam com uma função mais sólida em campo.
Apesar dos jogadores ainda trocarem de posição e buscarem sair no toque durante a partida, o Corinthians se via ocupando os espaços mais corretamente, o que dificultou a vida do Grêmio.
Os números são os que mais comprovam isso, o Corinthians dominou o Grêmio fora de cara em TODOS os quesitos possíveis.
Sinceramente, gostei do fato de Diniz ter variado sua tática. Pode ser passageiro, mas mostra como temos um bom técnico e bons jogadores.
Vai, Corinthians!
em Bate-Papo da Torcida > Como uma simples mudança mudou a efetividade do Corinthians: