Antonio Trindade
O que vocês acham?
em Bate-Papo da Torcida > Hoje está claro: deveríamos ter vendido o André no começo do ano
Em resposta ao tópico:
Vou fazer uma autocrítica.
Quando surgiu a proposta do Milan pelo André, eu fui um dos que defenderam a permanência dele. Achava que valia a pena segurar uma das maiores promessas do clube e tentar valorizá-lo ainda mais.
Mas olhando tudo o que aconteceu desde então, hoje eu acho que nós erramos.
E não porque o André não seja um grande jogador.
O problema é que o Corinthians recusou cerca de R$ 100 milhões num momento em que claramente não tinha saúde financeira para fazer isso.
Muita gente tratou a decisão como se a escolha fosse entre vender o André ou não vender ninguém.
Mas não era.
A escolha era vender o André naquele momento ou correr o risco de precisar vender mais gente depois.
A venda era considerada importante para equilibrar as contas do primeiro semestre. Sem esse dinheiro, vieram mais empréstimos, mais antecipações de receitas e uma pressão cada vez maior para fazer caixa.
Hoje a situação parece ainda mais preocupante. O clube precisa arrecadar muito mais do que previa inicialmente com venda de jogadores, convive com atrasos salariais, risco de punições por dívidas não quitadas e, ao que tudo indica, terá pouca ou nenhuma capacidade de investir em reforços no segundo semestre.
Ou seja: a decisão que parecia proteger o elenco pode acabar produzindo o efeito contrário.
Porque agora não parece que basta vender o André.
Existe o risco real de precisar vender o André e mais jogadores para fechar as contas, enfraquecendo ainda mais o time.
É justamente por isso que mudei de opinião.
A necessidade de vender não desapareceu quando o Corinthians recusou a proposta do Milan. Ela apenas foi empurrada para frente.
E a conta que parecia ser de um jogador pode acabar sendo paga por vários.
Sabendo tudo o que sabemos hoje, vocês teriam mantido ou vendido?