José Perez
O técnico assumiu uma posição de maior relevância do que os próprios jogadores. Jogador é obrigado a manter posição e não pode driblar para não perder a bola. Os meninos, desde as categorias de base, são condicionados a seguir ordens sem questionamento, nem improvisos. Perderam a autenticidade. Também não temos mais o capitão. Não o cara que vai tirar cara ou coroa, mas o líder de dentro de campo, que orienta os colegas, como eram Zito, Gerson ou Dunga.
em Bate-Papo da Torcida > Ruas, campinho de terra, terrenos baldio eram a melhor fabrica de...
Em resposta ao tópico:
Quem aí é um pouquinho mais antigo lembra dos olheiros que iam à várzea tentar descobrir jovens promessas e encontravam diversos jogadores?
Quem aí se lembra do sonho de passar na peneira da Portuguesa? A malícia da rua era outra, e a vontade de ganhar uma simples Tubaína era imensa. Até pelada rolava; os tiozinhos paravam para ver os jogos de crianças e adolescentes.
Hoje, só há jogador mimado de condomínio. O resultado é esse aí: o diferencial que o brasileiro tinha acabou. Nunca mais o Brasil vai ter os talentos que já teve. E, só para lembrar, até o fim da década de 1990, o futebol brasileiro era o mais gostoso de assistir.
Quem viu, viu! Quem não viu, vai ver Neymar, Vini Jr. E companhia.
E digo sem medo de errar: qualquer jogador mediano dos anos 1990 se equipara ou é melhor do que os jogadores atuais do Brasil.

