Daniel Carneiro
Esse é um dos grandes problemas do Corinthians: todo ano, colocam meta de venda de jogadores como parte das receitas previstas, aí gastam como se aquele dinheiro fosse certo, e quando não consegue atingir a meta, automaticamente já cria um déficit.
Já comentei aqui no fórum antes: venda de jogador tem que ser tratado como lucro 'extra', e não como parte da receita. O clube precisa contar apenas com dinheiro certo (TV, patrocínios e bilheteria) para fechar o balanço no 'azul'.
Mas para essa diretoria incompetente, isso é muito difícil de entender...
em Bate-Papo da Torcida > Receitas recordes, caixa vazio e dívida bilionária são o retrato do...
Em resposta ao tópico:
Como torcedor, o que mais preocupa nesse balancete é perceber que o Corinthians continua aumentando as receitas, mas não consegue transformar isso em saúde financeira .
O clube arrecadou mais do que o previsto com patrocínios, direitos de transmissão e bilheteria, mas ainda assim fechou os quatro primeiros meses de 2026 com um déficit de R$ 168 milhões, muito acima do que estava orçado. Além disso, o caixa caiu para apenas R$ 14,5 milhões, enquanto a dívida total divulgada no fim de 2025 já chegava a R$ 2,7 bilhões.
Entendo a decisão de segurar jogadores para priorizar a Libertadores e buscar uma valorização maior dos atletas, mas é preocupante ver que o planejamento financeiro depende tanto da próxima janela de transferências. Um clube do tamanho do Corinthians não pode precisar vender jogadores para fechar as contas todo ano.
O Corinthians continua sendo uma potência em torcida, audiência e geração de receitas. O problema é que os gastos seguem crescendo em um ritmo que o clube não consegue acompanhar. Sem mais transparência, controle de despesas e responsabilidade financeira, o risco é comprometer ainda mais o futuro do clube.
Uma SAF urge e está (ou deveria) cada vez mais perto.

