Zebedeus
Exatamente. Por falar em Kaká, por exemplo, a posição dele, de meia-atacante, não existe mais. Ele jogava à direita numa linha de quatro do meio-campo ou como o meia-armador num losango flutuante, sempre com total liberdade para dar aquelas arrancadas à Ronaldo Fenômeno, coisas que seriam impossíveis hoje com as intermediárias trancadas por volantes. Se o Kaká estivesse surgindo para o futebol hoje, ele seria um ponta-direita ou o central na segunda linha de meio-campo do 4-2-3-1, e isto se não fosse recuado para ser tipo um Paquetá.
A assimilação do jogo de posição do Guardiola, cujo prestígio se devia à total liberdade para Messi quando com a posse de bola, acabou com a espontaneidade dos jogadores, liquidou com as funções realmente criativas e espalhou o medo de perder a bola, de errar ao arriscar já desde a base. Esta é uma das causas do declínio técnico do futebol pelo mundo afora e do florescimento do artetismo.
em Bate-Papo da Torcida > Vou fazer textão...sim
Em citação ao post:
Isso do Guardiola é muito real. Nessa palhaçada de que muitos chamam de 'futebol moderno', é um sistema só com volantes. Perdemos a nossa escola de meias articuladores. Um absurdo ter somente Paquetá em um elenco de seleção brasileira. Todo mundo quer ser o Xavi e o Iniesta, ninguém mais quer ser o Rivelino, o Zico, o Kaká, o Zidanilo.
