Por que a defesa do Corinthians não funciona?
Opinião de Elian Sousa
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Félix Torres, André Ramalho, João Pedro Tchoca e Ramón Díaz.
Foto: Jhony Inácio e Rodrigo Coca / Ag. Corinthians
O ataque do time de Ramón Díaz funciona. Isso é fato. Em doze jogos na atual temporada, o Corinthians já marcou 19 vezes - uma média superior a um gol por jogo. Porém, não se pode dizer o mesmo do sistema defensivo.
Em 2025, a defesa do Timão foi vazada em nove partidas (!), sofrendo assim doze gols - média de um gol sofrido por partida. Fazendo o mesmo recorte de doze jogos em 2024, a equipe conseguiu segurar o ataque adversário em cinco oportunidades, sofrendo onze gols na reta final do ano.
E para evidenciar ainda mais o problema, Hugo Souza - que não completou sequer um ano no time - é um dos goleiros com mais defesas no mundo desde a sua estreia.
O curioso é que - ao menos no papel - o setor defensivo do Corinthians não é fraco. André Ramalho, Gustavo Henrique e Félix Torres são zagueiros experientes - o último por sinal com uma Copa do Mundo no currículo. João Pedro Tchoca e Cacá surgem ainda como opções razoáveis. Nas laterais, Matheuzinho e Matheus Bidu terminaram a temporada passada em alta.
Com isso, faço a pergunta: qual o problema da defesa do Corinthians?
Faltam reforços? Defesa não é o forte do Ramón? A formação não ajuda? Se sim, por que não tentar novamente os três zagueiros? O 3-5-2 funcionou em vários momentos no ano passado, principalmente nas copas, onde chegamos a duas semifinais.
Qual a raiz do problema eu não sei, mas o Corinthians precisa dar um jeito nisso. E logo.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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