Apesar de tudo, Ramón e Emiliano entraram na história do Corinthians
Opinião de Elian Sousa
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Ramón e Emiliano comemorando a primeira vitória no Corinthians.
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
Nesta quinta-feira, o Corinthians anunciou oficialmente a saída de Ramón Díaz. Após a derrota dentro de casa para o Fluminense e a forte entrevista de Memphis Depay na zona mista, a situação do argentino no Timão ficou insustentável.
Não é novidade para nenhum corinthiano uma troca de comando durante a temporada - nos últimos anos isso é praticamente uma regra. Porém, dessa vez foi diferente.
Ramón e Emiliano foram anunciados no início de julho do ano passado, em um cenário extremamente complicado. Um time que vinha de péssimos resultados com António Oliveira e estava afundado na tabela do Brasileirão. Com isso, a missão dada aos dois estava clara: livrar o clube do rebaixamento.
E logo de cara, uma vitória importantíssima contra o Criciúma em Itaquera e um triunfo improvável em cima do Bahia, em Salvador. Após isso, uma sequência complicada e poucas vitórias. Contudo, era nítido que a equipe tinha uma estratégia de jogo. Diferente do que era visto nos últimos meses.
Finalmente tínhamos um time. E isso resultou nas classificações para as semifinais da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Mas no Brasileiro, o cenário ainda era complexo. Até que a chave virou.
No último trimestre de 2024, certamente tivemos o melhor futebol do país. O melhor futebol que vimos no Corinthians depois de anos. Uma das maiores arrancadas da história da competição que nos tirou do Z4 e nos levou à Libertadores. Um feito pra lá de histórico.
Em 2025, uma ótima fase de grupos no Paulistão - que na temporada passada sequer passamos para a segunda fase - e o fim do jejum de títulos. Em cima do nosso maior rival. Na nossa casa. Memorável.
É claro, o trabalho da família Díaz teve diversos problemas. As eliminações para o Flamengo e Racing, as derrotas em clássicos e jogos importantes na atual temporada… todas com enorme parcela de culpa do Ramón e Emiliano.
Mas contra fatos não há argumentos. Ele cumpriu sua missão e deixou o Corinthians com o terceiro melhor aproveitamento da história na Neo Química Arena; a maior sequência de vitórias da história do clube no Campeonato Brasileiro; e um título em cima do Palmeiras.
Graças a teimosias e decisões equivocadas, o trabalho chegou ao fim. E acredito que tenha sido o melhor a ser feito. Mas não devemos subestimar o que os Díaz fizeram.
Obrigado Ramón e Emiliano. Boa sorte ao novo treinador e Vai Corinthians!
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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