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17/07/2013, Recopa Sul-Americana: o último ato dos invictos
Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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17/07/2013, Recopa Sul-Americana: o último ato dos invictos

Corinthians invicto se foi e ficou na história

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Há sete anos, o Corinthians batia o São Paulo no Pacaembu e conquistava a histórica e inédita tríplice coroa internacional de maneira invicta. Não imaginávamos, mas este foi certamente o último ato de um time que entrou para a história não somente do clube, mas também do futebol brasileiro e mundial.

Quando Cássio, Edenilson, GIl, Paulo André, Fabio Santos, Ralf, Guilherme, Danilo, Romarinho, Guerrero e Sheik entraram em campo naquela quarta-feira, a equipe que mais nos deu alegria neste século estava em seu passo final.

A vitória não poderia ser diferente. Com gols de Romarinho e Danilo, jogadores acostumados a balançar as redes em clássico, o Corinthians levantou o troféu que iniciaria movimentos de comodidade entre os jogadores, que culminou com a saída de estrelas como Alexandre Pato e Emerson Sheik no ano seguinte, além da despedida do técnico TIte ao final da temporada.

Com o título da Recopa, o Corinthians imbatível e temível passou a ter dificuldade em campo, a ponto de terminar o Campeonato Brasileiro daquele ano com um turno inteiro de empates e com um dos piores ataques da competição, mesmo tendo ótimos jogadores até mesmo no banco de reservas, como Renato Augusto, Douglas e Chicão.

Nunca seremos capazes de adivinhar quando um time vencedor deixará de existir e virará história e, possivelmente, não imaginávamos que aconteceria tão rápido com este Corinthians campeão de tudo do início da década. No entanto, é fato que uma sequência de escolhas erradas, tanto em contratações, como na ausência de renovação, fez com que o time se acomodasse e se esquecesse da competitividade que trouxe três títulos internacionais sem perder nenhum jogo e tomando apenas cinco gols.

É claro que a escalação desse jogo já estava com algumas diferenças importantes dos títulos do ano anterior (a ausência de Paulinho foi crucial para a queda de produtividade), mas, felizmente, quiseram os deuses do futebol que o último show daquele time fosse no mesmo local do que iniciou a trajetória, ainda em 2011 com o Brasileirão e que culminou no título da Libertadores em 2012.

É claro que, um ano depois, Tite voltou e ainda havia no time titular Cássio, Gil, Ralf e Renato Augusto para trazer o nosso sexto título do Brasileirão, mas já falávamos de outras histórias, mais uma vez encurtada por uma diretoria que adora se autossabotar, errando em contratações ou desmanchando times vitoriosos.

Toda vez que vejo os gols da final da Recopa penso que deveria ter desfrutado muito mais cada segundo daquele time, pois, definitivamente, foram os dois jogos contra o rival os últimos grandes atos dos históricos invictos de Parque São Jorge.

Aliás, esse time foi como aquele gol de Renato Augusto no jogo de ida, no Morumbi: subiu, encantou, deu felicidade e caiu, mas cravou seu lugar na história do Corinthians.

Veja mais em: Títulos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Jorge Freitas

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