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2018 a 2020: aproveitamento do Corinthians é patético no Brasileirão
Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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2018 a 2020: aproveitamento do Corinthians é patético no Brasileirão

Andrés Sanchez é o presidente do Corinthians neste período

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Outrora temido pelos rivais do Brasil, o Corinthians aparentemente se tornou adversário fácil de ser batido a nível nacional. A derrota nesta quarta-feira para o Sport, quando o time sequer soube ameaçar o adversário, foi apenas mais um capítulo da decadência que chegou com o atual presidente corinthiano Andrés Sanchez.

Maior campeão da era dos pontos corridos com quatro conquistas, tendo inclusive a segunda melhor campanha da história da competição com 20 times, o Corinthians mantém aproveitamento patético nos últimos três anos.

Em 2018, ano em que o clube brigou contra o rebaixamento até a penúltima rodada, foram apenas 44 pontos e um vergonhoso 13º lugar, num aproveitamento de cerca de 38%. Em 2019, campanha um pouco melhor, com 56 pontos, mas que só rendeu uma vaga na pré-Libertadores em razão dos gols de Gabriel na final contra o River Plate pela competição internacional.

Já esse ano, o cenário se parece mais como há dois anos. Com apenas 12 pontos em 11 jogos, o time já se credencia a brigar pelo rebaixamento, não somente pelo aproveitamento, mas também pelo futebol apresentado e pela falta de padrão de jogo.

Se pegarmos o aproveitamento como visitante nos últimos três anos, a situação fica ainda mais crítica. Em 2018, (é sério!), foram apenas duas vitórias e três empates em 19 jogos disputados. No ano seguinte, um desempenho também um pouco melhor, mas com apenas quatro vitórias e 19 pontos conquistados. Já neste ano, são quatro derrotas como visitante e um aproveitamento de apenas 22%. Em casa, aproveitamento de apenas 53% com duas vitórias, dois empates e uma derrota.

Ou seja, o atual grupo de Andrés assumiu a equipe com dois títulos brasileiros nos últimos três anos e conseguiu, até então, apenas 42% dos pontos disputados no Campeonato Brasileiro. Ao todo, foram 28 vitórias e 31 derrotas, sendo que neste ano já temos duas derrotas a mais que o número de vitórias.

Contenção de gastos? Momentos de austeridade? Que nada. O Corinthians praticou futebol nos últimos anos com uma das maiores folhas salariais do clube, com um grande número de jogadores emprestados e com várias contratações para lá de inexplicáveis.

Tudo isso sem contar a constante troca de técnicos que já contou com Fábio Carille (duas vezes), Osmar Loss, Jair Ventura, Coelho (duas vezes) e Tiago Nunes.

É claro que haverá aqueles que dirão que o time venceu dois campeonatos paulistas com a atual gestão, mas é realmente isso que esperam de um clube com arrecadação milionária, que ganhou tudo, levou a Libertadores invicta e conquistou o hexa praticamente depois de um 3 a 0 como visitante em Minas Gerais?

Depois da derrota para o Sport, completamente frustrante, e da vitória contra o Bahia que só veio pela incapacidade do adversário, não é possível nem julgar os jogadores, mas sim, mais uma vez, a diretoria, mal maior deste clube e que o afunda, como fizera Dualib há pouco mais de 13 anos.

Tem eleição em breve. O candidato da situação tem participação direta na montagem esse elenco.

A pergunta é: isso seguirá até quando?

Veja mais em: Andrés Sanchez, Elenco do Corinthians e Campeonato Brasileiro.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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