Só existem centroavantes acima dos 30 anos para o Corinthians?
Opinião de Jorge Freitas
5.3 mil visualizações 65 comentários Comunicar erro

Diego Costa, 33 anos, volta a ficar na mira do Corinthians
Foto: Wagner Meier/Getty Images
O Corinthians ofereceu uma proposta de cerca de R$ 650 mil a Diego Costa. O atacante, que esperava receber propostas melhores da Europa, mas teve um choque de realidade e passou a janela de transferências sem clube, acenou positivamente para retornar a negociação com o Corinthians pelo valor mínimo de R$ 1 milhão mensais.
Não é segredo para ninguém que Duilio pensa em trazer um cara que faz gol, mas o que me deixa descontente é a aparente necessidade de que esse homem tenha 32, 33 anos ou mais, como se centroavantes jovens não existissem mais no mercado da bola.
Mas quem poderia vir abaixo dos 30? Não sei, e é aqui que entra o descontentamento com a falta de modernização do nosso centro de inteligência. É inegável que bons nomes existem, mas precisam ser garimpados.
O Internacional, por exemplo, foi buscar Yuri Alberto, em litígio com o Santos, para depois vendê-lo para o Zenit da Rússia por de R$ 120 milhões. O Flamengo, mesmo com Gabriel, trouxe Pedro por empréstimo de um ano com opção de compra ao término do contrato.
Atitudes como essa nos faz acreditar naquela declaração de Tiago Nunes quando, ainda treinador do Corinthians, afirmou que o Cifut estava sucateado. Parece não haver condições técnicas de buscar um centroavante mais jovem, com boa opção de mercado, para assumir a posição de centroavante do clube.
Isso fica ainda mais claro se percebermos que, nos últimos anos, estamos sempre com os óbvios, a ilustrar os retornos de Jô e Vagner Love, opções práticas, mas que com um pouco mais de observação, seriam recusadas e milhões economizados.
Sabemos que jogadores mais jovens são mais caros, mas estamos falando de pagar um valor alto por um jogador que rendeu pouquíssimo nos últimos anos. Sabemos também que com jogadores menos conhecidos o risco de erro é grande, mas já trouxemos Jô com a garantia de que teríamos centroavante por três anos seguidos e quebramos a cara.
Na ideia do "perde e pressiona" do português Vitor Pereira, colocar mais um jogador acima dos 30 entre os 11 titulares é totalmente arriscado. Podemos aguentar um ou dois jogos, mas será questão de tempo para que alguns comecem a estourar.
Por que não se fala de analisar o mercado e encontrar um nome abaixo dos 30 que nos traga retorno técnico e financeiro? Incompetência, preguiça ou precarização da inteligência do clube? Já está claro pelo passado recente que o óbvio pode ser caro e dar errado.
Quem vê o Corinthians em busca de um centroavante fica com a impressão de que no clube pensam que esses jogadores só surgem depois dos 30.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
Avalie esta coluna
Veja mais posts do Jorge Freitas
-
O Campeonato Paulista é o maior atraso na vida do Corinthians atualmente
-
Corinthians não progredirá enquanto subestimar importância do treinador
-
Corinthians conseguiu traumatizar uma eliminação que seria normal contra o Flamengo
-
Prejuízo menor: Corinthians precisa buscar a remarcação dos jogos adiantados pelo Brasileirão
-
Hugo Souza: o goleiro que já se pagou
-
Corinthians vive recorte ruim na Neo Química Arena; veja números recentes
