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Majestoso era para ser um espetáculo, se não fosse a CBF...
Maria Beatriz de Teves

Jornalista formada pelo Mackenzie. Apaixonada por esportes, futebol feminino e assuntos que promovem o debate em geral. No Meu Timão desde maio de 2022.

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Majestoso era para ser um espetáculo, se não fosse a CBF...

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Majestoso era para ser um espetáculo, se não fosse a CBF...

Majestoso era para ser um espetáculo, se não fosse a CBF...

Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

A final do Brasileirão Feminino entre Corinthians e São Paulo tinha tudo para ser um verdadeiro espetáculo...

A Torcida Independente, organizada do São Paulo, já vinha se mobilizando para transformar a recepção das jogadoras em um evento grandioso, com fogos, rojões e bateria. Tirando o clubismo de lado, seria um momento histórico para o futebol feminino, um espetáculo de apoio que, até então, só víamos vindo das arquibancadas do Corinthians.

Tinha tudo para ser perfeito: um show de competitividade em campo, de futebol arte e de torcidas apaixonadas. Mas aí vem a CBF, como tantas vezes acontece no futebol brasileiro, e estraga tudo. A entidade que deveria fomentar o esporte não se dá ao trabalho de organizar a agenda.

E por quê? Porque simplesmente marcaram o jogo do Palmeiras contra o Criciúma, pela Série A o Brasileiro, para o mesmo dia — às 16h, no Allianz Parque. Com isso, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo já sinalizou a possibilidade de barrar a realização da final feminina no Morumbis, por questões de segurança.

O plano original era que o Majestoso acontecesse na manhã de domingo, às 10h30. O horário, inclusive, chegou a ser noticiado pela TV Globo como certo. Imagine só: o Morumbis lotado, e o futebol feminino sendo valorizado da forma que merece.

Mas não, a CBF preferiu priorizar o calendário dos homens e deixar o futebol feminino, mais uma vez, em segundo plano. O jogo, então, segue sem data, horário ou local definidos. E assim, vai se acabando o espetáculo que poderia marcar o futebol feminino no Brasil.

Quanto mais tempo a CBF leva para resolver, menos ingressos são vendidos, menos torcedores conseguem se organizar para comparecer ao estádio. O espetáculo vai murchando, a expectativa se perde, e o potencial histórico do confronto fica ofuscado pela desorganização e pela falta de visão da entidade máxima do futebol brasileiro.

É frustrante ver a CBF destruindo seu próprio produto. Em um momento em que o futebol feminino precisa de visibilidade, apoio e, principalmente, valorização, a entidade prefere minar a festa, prejudicando não só o São Paulo, mas também o Corinthians e, claro, os torcedores.

Veja mais em: Corinthians Feminino, Majestoso e Corinthians x São Paulo.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna do Maria Beatriz de Teves Schreiber

Por Maria Beatriz de Teves Schreiber

Jornalista formada pelo Mackenzie. Apaixonada por esportes, futebol feminino e assuntos que promovem o debate em geral. No Meu Timão desde maio de 2022.

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