Idas e vindas: a janela do Corinthians promete ser dura e precisará ser criativa
Opinião de Matheus Pogiolli
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Fabinho Soldado observando a coletiva de imprensa do Corinthians
Foto: Gustavo Lima / Meu Timão
Quando os jogos de 2024 acabaram, uma esperança foi criada na Fiel. E junto com ela, um pensamento - não de todos, claro - de que talvez o elenco precisasse de peças pontuais, e não de várias contratações. Com os fracassos de 2025, isso mudou. O Corinthians definitivamente precisa de contratações, e elas deixaram de ser pontuais - mesmo que o time tenha conquistado o Campeonato Paulista.
O duro dessa necessidade é: o Corinthians não tem dinheiro. O presidente afastado, Augusto Melo, deixou claro ainda em janeiro: "Não (tem caixa para ir ao mercado). O Corinthians teve caixa para renovar e manter o elenco, que era a minha promessa. Conseguimos e estamos aí. Renovei os contratos e recusei propostas para manter o time e brigar por títulos".
Essa triste realidade foi ressaltada pelo atual - e talvez momentâneo - presidente Osmar Stabile: "Primeiro a gente começa pela questão financeira, o jurídico e a administração. Terra arrasada é porque temos que pagar alguma coisa e não tem dinheiro. Onde está o dinheiro? Não tem. Temos que correr atrás para conseguir". Aqui, Stabile falou diretamente sobre questões pontuais e futuras a serem resolvidas. Se não tem dinheiro para isso, quem dirá para agir com força no mercado?
E aí chegamos no tópico "janela criativa". Sem dinheiro, o Timão precisará agir como agiu no meio de 2024. Na época, além da badalada contratação de Memphis Depay, o alvinegro buscou nomes pouco conhecidos e baratos, como Alex Santana, André Carrillo, André Ramalho, Charles, José Martínez e até mesmo o titular incontestável, Hugo Souza. É claro que alguns atletas citados não animaram, mas, outros, ajudaram e são titulares.
Fabinho Soldado precisará agir da mesma forma na próxima janela, que abre no dia 10 de julho. Jogadores livres, encostados ou até possíveis empréstimos junto a outros clubes - como fizeram com Talles Magno.
Boa parte dos nomes podem não agradar, mas infelizmente é o que restou para o Corinthians. Vasculhar o mercado atrás de jogadores minimamente competentes nas péssimas condições que sobraram para o alvinegro agir no mercado.
Para além das contratações, também existem as possíveis saídas, e aqui partirei muito mais de sensação, e não de informação. Sinto que Dorival Jr. terá ao menos uma grande perda. E quando falo de grande perda, é claro que penso em Garro, Memphis ou Yuri. Bidon é uma "alternativa" de "boa venda" para que nenhum desses precise sair e o Corinthians consiga bater sua meta de vendas, mesmo não sendo o melhor molde para a venda de um Filho do Terrão.
Além dos mais badalados, os reservas Félix Torres e Igor Coronado, por terem certo valor de mercado e altos salários, também poderiam sair para liberar espaço na folha e facilitar algumas chegadas. Esses também podem ser moeda de troca. Por quê não?
A verdade é que o cenário em que se encontra o Corinthians é diretamente culpa da atual e das antigas gestões. A dívida teve um aumento absurdo e fez com que o Timão não consiga ser a potência que merece ser. Por conta disso e de outros diversos motivos - que também têm ligação com as péssimas gestões -, o que sobrou para o clube foi agir de forma vexatória em janelas em que deveria se movimentar como o gigante que é. Quando isso irá mudar? Eis a questão. O futuro aparenta não ser promissor.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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