Renato Augusto e o grande vilão da sua carreira
Opinião de Matheus Pogiolli
1.6 mil visualizações 17 comentários Comunicar erro

Renato Augusto caído no gramado com dores no joelho direito
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
Já pararam para pensar no que poderia ter sido Renato Augusto? Eu sei o que ele foi. Um craque. Mas, pela qualidade que tem, poderia ter feito muito mais. Não fez graças a um vilão que o perseguiu desde os tempos de Bayer Leverkusen, lá em 2010: as lesões.
Pelo Timão, foram 30 gols, 33 assistências e diversas lembranças de grandes momentos dentro e fora de campo. As lembranças ficarão eternizadas, mas os números... Esses poderiam ter sido melhores - e não foram graças ao joelho e outras partes do corpo.
Renato Augusto é um daqueles jogadores que podem não ter conquistado uma pilha de títulos, ou ter colocado seu nome na lista dos grandes artilheiros, ou garçons do clube, mas é o tipo de atleta que consegue se identificar, apesar de tudo isso. E no Corinthians, ele conseguiu. Aqui, não são apenas as estatísticas ou troféus que importam, a reciprocidade com o torcedor conta bastante. E Renato conseguiu equilibrar bem o campo com o extracampo.
Quando chegou ao Corinthians em 2013 - já prejudicado pelas lesões adquiridas na época de Bayer Leverkusen - Renato mostrou que era diferente. O golaço na decisão da Recopa Sul-Americana, contra o São Paulo, mostrou isso. Resultado: Corinthians campeão continental.
Em 2015, aquela máquina comandada por Tite tinha Renato como uma das principais engrenagens. Resultado: Corinthians campeão brasileiro.
Em 2021, 22 e 23, não foi campeão, mas foi primordial em momentos importantes - como a Copa do Brasil de 2022.
Como disse antes, isso tudo poderia ter sido muito melhor. Renato poderia ter feito muito mais. O dobro de gols e assistências. O triplo de títulos. Mas seu joelho não deixou. As lesões graves prejudicaram eventuais sequências e tornaram o atleta fisicamente inconstante. Uma pena. Renato foi craque. Renato é craque!
Falarei de Renato Augusto para os meus filhos e netos. Deixarei claro que ele foi, sim, um ídolo. E que só não foi maior porque a gravidade das lesões não deixou.
Avalie esta coluna
Veja mais posts do Matheus Pogiolli
-
Ángel Romero merecia um desfecho positivo no Corinthians
-
O Corinthians, infelizmente, tem três amistosos a disputar em 2025
-
A salvação do Corinthians não está dentro do Parque São Jorge
-
O Corinthians já tem reforços para 2026, e a Fiel lembra bem deles
-
Gustavo Henrique e as estatísticas que comprovam sua qualidade
-
Osmar Stabile precisa aparecer e falar com o torcedor corinthiano
