Corinthians joga pouco e preocupa torcida em classificação culposa
Opinião de Rodrigo França
1.5 mil visualizações 19 comentários Comunicar erro

Classificação culposa do Corinthians, quando não há intenção de classificar, assusta a torcida para a próxima fase.
Foto: Conmebol / Reprodução
O Corinthians venceu, com muito sufoco, o modesto Universidad Central, da Venezuela, que disputava a primeira Libertadores de sua história. A expectativa era de goleada no jogo de ida, em Caracas, e de um passeio no jogo de volta, na Neo Química Arena, jogando para quase 45 mil pessoas. Não foi o que aconteceu.
O Corinthians entrou afobado em campo, parecia muito preocupado em não conseguir vencer o jogo. Garro fez sua pior atuação com a camisa do Corinthians - mesmo com a assistência no terceiro gol do Timão. Hugo foi um dos destaques do Corinthians - mesmo com a falha no segundo gol do time venezuelano.
Yuri Alberto, que costuma dar a vida em campo mesmo nos maus momentos do time, ontem quase não foi explorado - não por culpa dele. Apareceu duas vezes no jogo e marcou o gol em ambas, ajudando a evitar um dos grandes vexames futebolísticos do Timão ao longo de sua história. Já era inadmissível se classificar de uma forma tão sofrida, pior seria se nem isso acontecesse.
Por sua vez, André Carrillo conseguiu, mais uma vez, se destacar em meio a um mar de desnível técnico. Destoou para cima. Sempre com muita classe, deu o tom necessário para fazer com que o Corinthians avançasse para o ataque e, de quebra, fez toda a jogada do primeiro gol do Corinthians no jogo. Acertou 96% dos passes, segundo o SofaScore, sendo quatro decisivos. Para além dos dois gols de Yuri Alberto e as três ótimas defesas de Hugo Souza, Carrillo foi o melhor em campo.
Na zaga, André Ramalho fez mais uma partida tenebrosa. Saiu jogando absolutamente mal no lance do primeiro gol venezuelano, Tchoca expanou todo errado e a jogada estourou em Matheus Bidu, que estava sozinho com dois atacantes da Universidad Central. Verdade seja dita, se o nome do André Ramalho fosse Félix Torres, ele já teria ido para o banco faz tempo.
De toda forma, o Corinthians entrou em campo com muito medo de perder, e essa sensação aumentou após o gol de empate da Universidad Central. Classificamos, ufa, mas foi medonho. Se jogar assim contra o Barcelona de Guayaquil, fatalmente poderá ter o sonho do bi da Libertadores escorraçado.
Foi tudo muito assustador. Parece que o time que terminou 2024 em alta, jogando o melhor futebol do país, não existe mais. Contra a Universidad, o Timão foi um catado. É bom elenco e comissão técnica começarem a se coçar em busca de melhor desempenho, pois a lua de mel com a torcida já começa a tomar tons maiores de crise.
O Timão precisa fazer muito para pensar em classificar para a fase de grupos, e ainda mais para cogitar o título do maior torneio da América.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
Avalie esta coluna
Veja mais posts do Rodrigo França
-
Trabalho de Ramón Díaz está chegando ao fim, e todo mundo sabe disso
-
Corinthians estreia na Libertadores em meio a oba-oba do elenco
-
Rodrigo Garro nasceu para vestir a camisa 8 do Corinthians
-
Mário Gobbi, os chinelos e o Time do Povo
-
O elenco ficou mais forte ou mais fraco com a saída de Fagner?
-
Um presente para a Fiel
