Rodrigo Garro nasceu para vestir a camisa 8 do Corinthians
Opinião de Rodrigo França
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A Garro la ocho
Foto: Rodrigo Coca / Corinthians
A gente pode não concordar com a troca de números entre Rodrigo Garro e Memphis Depay, motivada por uma cláusula no contrato do holandês, mas acredito que a crença de que Garro nasceu para usar a camisa 8 do Timão une a Fiel Torcida.
Raça, empenho e muita qualidade técnica. Rodrigo Garro não tem apenas o mínimo que o torcedor corinthiano cobra, pelo contrário: ele é completo. Argentino em sua essência. E cada dia que passa tem o corinthianismo aumentando em seu peito.
Contra o São Bernardo, entrou e deu outro ritmo ao jogo. Os passes que Coronado não conseguiu achar em outras partidas, Garro encontrou em menos de 10 minutos em campo, em sua primeira partida na temporada. Um Craque, desse jeito mesmo, com C maiúsculo.
O argentino confessou, na zona mista após a vitória, que não gostou de ter a 10, que ele conquistou no campo, retirada de si por força contratual de um atleta que chegou depois, mas demonstrou compreensão com o clube. E não acho que criou polêmica em torno disso. Disse o que sentiu, sem mentir, e pronto. O problema foi resolvido.
E campo também fala, assim como falou contra o São Bernardo. Garro e Memphis entraram ligados e se procuraram em campo o tempo inteiro. A sintonia por conta do número da camisa não mudou. Entenderam que o bem do Corinthians é maior que tudo isso.
E aqui dou início a uma carta aberta: a gente também não queria que você perdesse o número 10 para o Memphis, por maior qualidade que sabemos que ele tenha. E não por apego ao número, mas por amor a você. Não ousamos desrespeitar a 10 que um dia foi de Rivelino e Neto. Preferimos exaltar a 8 que um dia foi de Luizinho, Basílio, Sócrates, Ezequiel, Rincón, Paulinho, Renato e agora você, Rodrigo Garro.
O torcedor corinthiano vibra quando se sente representado dentro de campo, seja por brigar até a última bola, seja cobrando o árbitro em lances duvidosos. O corinthiano vibra com a vibração em campo.
A 10 dos outros clubes é a nossa 8. Número que vai além da qualidade técnica e da raça. Número que, deitado, vira o símbolo do infinito. E que você seja mais um ídolo na infinitude da nossa história.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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