Limite técnico faz Corinthians sofrer diante dos grandes adversários
Opinião de Rodrigo Vessoni
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Fagner é um dos diferentes do Corinthians, mas joga atrás, com a marcação como primeira obrigação
Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
O Corinthians não venceu nem fez contra o Grêmio.
O Corinthians perdeu e não fez contra o Flamengo. Em dois jogos...
O Corinthians perdeu e não fez gol contra o Santos como visitante.
Três dos principais adversários no atual futebol brasileiro e uma clara dificuldade. Mas, para mim, isso não é coincidência.
O Corinthians tem um claro limite técnico. É um time organizado. É um time que dá trabalho aos adversário. E só.
O Corinthians não tem os diferentes. Não tem aqueles que brilham. Que fazem as jogadas diferentes. Aquele do 1 a 0 gol dele...
Ou melhor, até tem. Mas ou estão no setor defensivo (Cássio e Fagner) ou já estão com idade avançada: Jadson, 35; e Vagner Love, 35;
Os dois são diferentes. Poderiam fazer a diferença. Mas a idade pesa. Jadson chega a jogar bem. Love mais ainda. Love jogou bem várias vezes. Mas...
... o que estou dizendo é fazer a diferença. É fazer o que Jadson e Renato Augusto faziam em 2015. É fazer o que Rodriguinho e Jô fizeram em 2017.
O Corinthians tem inúmeros bons jogadores. Bons mesmo. Mas é preciso ter um ou dois diferentes. Mas diferentes custam caro.
É possível ser campeão da Sul-Americana com esses bons jogadores. Mas não será possível jamais ser campeão brasileiro com 38 rodadas sem os diferentes.
A pergunta que fica é: será que não vale a pena deixar de gastar salário com duas, três apostas e direcionar investimento em um diferente? Talvez dois...
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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