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O dilema de Duílio Monteiro Alves no Corinthians
Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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O dilema de Duílio Monteiro Alves no Corinthians

Duílio Monteiro Alves, diretor de futebol, é o principal nome da situação para ser candidato na próxima eleição

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Mário Gobbi Filho foi diretor de futebol do Corinthians entre 2008 e 2010. Na virada de 2011, se afastou do cargo para trabalhar sua candidatura à presidência do clube. E foi eleito em fevereiro de 2012.

Roberto de Andrade foi diretor de futebol do Corinthians entre 2010 e 2013. No início de 2014, se afastou do cargo para trabalhar sua candidatura à presidência do clube. E foi eleito em fevereiro de 2015.

Andrés Sanchez foi diretor de futebol do Corinthians em meados do anos 2000, ocupou um mandato tampão como presidente entre 2007 e 2008, exerceu o mesmo cargo - agora eleito pelos sócios -, entre 2009 e 2011, e retornou ao posto para o triênio 2018-2020.

Como é possível ver acima, a chapa Renovação & Transparente tem um modus operandi. Ou seja, o diretor ligado ao futebol profissional adquire conhecimento da rotina do principal departamento do clube, se afasta na sequência para trabalhar a candidatura e, meses depois, assume o principal cargo.

É devido a esse modus operandi que Duílio Monteiro Alves surge como favorito para ser o candidato da situação nas eleições de novembro. Seu nome é divulgado pela imprensa e comentado aos quatro cantos do Parque São Jorge mesmo sem o seu consentimento. Nada mais natural, já que se trata do atual... diretor de futebol.

Restam apenas cinco meses para a próxima eleição. Em condições normais, como mostra a sequência acima, Duílio já teria se afastado para trabalhar a candidatura e tentar manter a chapa Renovação & Transparência no poder. Mas isso não aconteceu.

E se engana quem pensa que a pandemia é a culpada. Também é. Mas longe de ser a única. Duílio Monteiro Alves, neste momento, vive um dilema. Na famosa linha do 'se correr o bicho pega, se ficar o bicho come'.

O dirigente teme que seu afastamento do departamento de futebol profissional tenha um impacto negativo na condução da rotina no CT. Ou seja, se a equipe não responder como esperado e/ou piorar em relação ao que apresentava antes da paralisação, o clima pesado respingará em sua própria candidatura.

Além disso, ele e Andrés Sanchez sabem que os possíveis substitutos - Jorge Kalil, atual diretor-adjunto, Eduardo Ferreira, que já foi diretor-adjunto, e Vilson Menezes, atual gerente de futebol -, não gozam da mesma experiência na relação com jogadores, empresários e imprensa.

Há ainda um segundo motivo, que não é comentado nem confirmado pelos envolvidos. Trata-se de uma possível aliança de Andrés Sanchez com Paulo Garcia, que abriria caminho ao empresário para sair como candidato da situação, com a chance de Duílio aceitar fazer parte.

Garcia já disse que deseja participar da próxima eleição, mas sem deixar claro se faria como mais um candidato oposicionista ou numa composição com o atual grupo que comanda o Corinthians.

Em recente entrevista ao Globoesporte.com, Duílio afirmou: "Eu sempre deixei claro que é uma decisão do grupo. Não é momento de falar de eleição... aguardo o momento certo para ver se teremos candidato ou não", afirmou o dirigente, deixando no ar a possibilidade de a chapa não ter um representante como todos esperam.

E agora? Duílio tentará ser mais um diretor de futebol a ocupar a sala da presidência? Ou vai desistir? Só o tempo dirá...

Veja mais em: Duílio Monteiro Alves, Eleições no Corinthians e Diretoria do Corinthians.

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Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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