Vítor Pereira no Corinthians: o que me preocupa e o que me empolga

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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Vítor Pereira no Corinthians: o que me preocupa e o que me empolga

Vítor Pereira é o novo treinador do Corinthians; aos 53 anos, o português chega para comandar uma equipe recheada de jogadores com passagem por Seleção Brasileira

Foto: OZAN KOSE/AFP via Getty Images

Vítor Pereira é o novo treinador do Corinthians. Aos 53 anos, o português chega para comandar uma equipe recheada de jogadores com passagem por Seleção Brasileira, alguns deles com disputa de Copa do Mundo. Isso sem falar em jogadores históricos no clube.

E não é qualquer chegada. Trata-se de um dos treinadores mais falados do seu país, seja pela mídia ou pelos torcedores locais. Uma grande contratação sem dúvida nenhuma. Há algo que me preocupa bastante e algo que me empolga na mesma proporção.

O que me preocupa

A parte financeira, claro. O Corinthians troca um gasto salarial de cerca de R$ 300 mil mensais (Sylvinho) por um gasto salarial algumas vezes maior. Quantas vezes? Não se sabe ao certo. Algumas vezes, com certeza. Diferença essa, claro, pela cotação do euro, que vale seis vezes a moeda do nosso país.

Esse novo gasto caberá no orçamento que foi feito ainda no ano passado? O mesmo será refeito? Como a conceituada empresa Falconi, que ajuda o clube organizar as finanças desde janeiro de 2021 em todas as áreas do clube, enxerga essa operação?

Em tempo: como mostrado pelo Meu Timão, o clube conversa com a Taunsa para tentar bancar parte desse salário.

O que me empolga

Vítor Pereira é considerado um cara centralizador, rigoroso, organizador de ambiente e sem rodeios. Pelos relatos que chegam de Portugal, o dia a dia com ele é famoso preto no branco. Regras são regras. Não há espaço para concessões.

Jô e Otero foram para um resort durante a fase vermelha da pandemia e... tudo certo. O zagueiro Robson Bambu faltou a dois treinos e o clube escondeu a questão - torcida só soube porque a imprensa descobriu. Sim, a chegada de Vítor Pereira será necessária também fora de campo.

Esses dois casos acima mostram que a bolha criada no CT Joaquim Grava, de minimizar os equívocos, nem sempre faz bem. Decisões que parecem a mais correta, na verdade, mais prejudicam do que ajudam, além de abrir precedente para novos casos.

Um profissional com o perfil de Vítor Pereira, que chegará com status de um dos grandes nomes da escola portuguesa, me dá a esperança de saber que a casa será colocada em ordem de uma vez por todas. Sem medo de nenhuma consequência.

Espero que essa fama do português seja colocada em prática aqui no futebol corinthiano. Que Duilio Monteiro Alves dê respaldo a suas decisões, mesmo aquelas que causarão barulho e explodirão a tal bolha.

Veja mais em: Duílio Monteiro Alves, CT Joaquim Grava, Diretoria do Corinthians e Vítor Pereira.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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