Alvaro Puntoni
Nas copas europeias a partir da década de 50, os mandos das partidas sempre foram sorteados (nas antigas Recopa e Copa dos Campeões quando disputavam apenas os campeões nacionais). Se todos concordam que fazer o jogo de volta em casa se trata de uma vantagem técnica considerável, o gol qualificado servia justamente para equilibrar esta situação gerada por sorteio, ou seja, por um critério não técnico ou próprio do futebol
Quando foi criada a Copa do Brasil em 1996 este sistema foi adotado considerando que os mandos não são definidos tecnicamente, mas por sorteio, como ocorre até hoje. Já na Taça Libertadores o sistema foi adotado em 2005 erroneamente, pois os mandos das oitavas sempre foram definidos por critérios técnicos (classificação da primeira fase de grupos) o que introduz uma deformação técnica na disputa. Neste caso da Libertadores não tem sentido este critério de desempate. Mas na Copa do Brasil é absolutamente injusto (tecnicamente dizendo) não existir mais. Então, por pior que pareça, o gol qualificado sempre teve um sentido, mas seu uso foi deformado como era o caso da Libertadores. Fica agora esta questão: a Copa do Brasil é de certa forma “decidida” no momento do sorteio dos mandos. Qual é a probabilidade de uma equipe mandante perder um jogo? Basta vermos as estatísticas. Veja por exemplo a decisão da Copa do Brasil de 22. Empatamos o primeiro jogo sem gol com o Flamengo e depois empatamos em um gol no Maracanã. Tecnicamente fomos melhores, pois fizemos um gol na casa do adversário. Infelizmente sabemos o final da história.
em Bate-Papo da Torcida > Vocês lembram do critério de gol fora?
