Mauro Falsetti
O termômetro está certo. O objetivo da matéria é a realidade da seleção do Ancelotti. Todos os listados foram chamados em alguma momento, exceto o Neymar. A tabela é realista e, se compararmos o Yuri com quem está na linha de 'poucas chances', é evidente que ele está ainda abaixo dos jogarores lá citados (em termos de possibilidade de ir para a Copa).
Concordo que, em algum momento, o Yuri poderia ter sido convocado e estar no 'termômetro'. Mas, por uma conjunção de fatores - irregularidade, contusões em momentos críticos e perdas bizarras de gol - isso não aconteceu.
Não quer dizer que está certo ou errado. Mas, se o objetivo do 'termômetro' é medir as chances de cada um ir para a Copa, ele está correto.
P.S.: Vejam que o Richarlisson, que chegou a ser chamado pelo italiano, já nem está mais nos que têm poucas chances, assim como o Yuri. É a realidade.
em Bate-Papo da Torcida > Yuri Alberto joga vôlei?
Em resposta ao tópico:
‘Contra tudo e contra todos’ não é um lema à toa. Quem acompanha o Corinthians sabe muito bem disso.
Ontem, pouco antes da transmissão do jogo da Seleção Brasileira contra a França, o Sportv mostrou uma arte com possíveis nomes que ainda podem ser convocados pelo Carlo Ancelotti para a Copa de 2026. E, mais uma vez, chamou atenção a ausência de jogadores do Corinthians, principalmente do Yuri Alberto.
A discussão aqui nem é se o Yuri tem ou não vaga na Copa. O ponto é outro: a falta de valorização. Estamos falando de um jogador que já foi artilheiro do Brasil, um jogador jovem, decisivo e que simplesmente parece não existir para parte da mídia quando se fala em Copa do Mundo.
Isso não acontece só com ele. O Hugo Souza, por exemplo, já foi muito mais criticado do que elogiado em rede nacional, muitas vezes de forma exagerada.
E aí fica a pergunta: o problema é desempenho ou é o clube?
O Brasil hoje claramente carece de opções em algumas posições, como laterais mais defensivos. Mesmo assim, nomes como Bidu e Matheuzinho sequer entram em debate. Fica a impressão de que, se vestem a camisa do Corinthians, já saem atrás.
Outro exemplo é o Murillo, que vem fazendo uma excelente temporada na Premier League, sendo um dos destaques defensivos. Ainda assim, quase não é citado. Enquanto isso, outros nomes são constantemente lembrados, mesmo sem o mesmo nível de desempenho recente.
Não se trata de clubismo cego, mas de coerência. Se o critério é desempenho, então que ele seja aplicado de forma justa para todos.
No fim das contas, a sensação que fica para o torcedor é clara: quando o jogador é do Corinthians, precisa fazer muito mais para ter o mesmo reconhecimento.
E aí o lema segue fazendo sentido… contra tudo e contra todos.
