Francisco Júnior
Duas vitórias burocráticas contra dois fracos times argentinos, com três assistências do ídolo de pés de barro Garro e o clima de 'agora vai' tomou conta da Fiel e da imprensa.
Diniz é o 'cara', o Corinthians começa a ter sua 'cara' e o técnico recuperou Garro e seu futebol. Mesmo admitindo que o time estava melhor em campo do que com Dorival - o que não é muita vantagem -, foi uma empolgação no mínimo precipitada.
Garro fez uma partida absolutamente limitada contra os dois fracos times argentinos, se salvando pelas assistências que deu. Alguém pode perguntar, e isso é pouco?
Não é que seja pouco. A questão é que outro jogador mais eficiente no seu lugar poderia e pode render muito mais que ele, participando de todo o jogo e rendendo o tempo todo para o time.
Não dá pra ficar 90 minutos esperando uma assistência ou bola parada de Garro. Contra times mais fracos ainda dá, contra times mais organizados, estamos vendo o que está acontecendo.
Há alguns dias postei um texto aqui afirmando que o baixo rendimento do Timão tem relação direta com dois jogadores comuns, limitados, ídolos de pés de barro, Bidon e Garro.
Contra os dois fracos times argentinos 'quem tem um olho é rei', houve as assistências, o time venceu e Garro, principalmente, foi endeusado. Os dois não jogaram NADA, como sempre, contra o Palmeiras e hoje contra o Vitória.
Claro, tá todo mundo passando pano para Garro. Está cansado pelos quatro jogos seguidos, etc, etc, etc.
Não é sem motivo que o Corinthians é o time que menos tem criado chances de gol, hoje mais uma vez não chutou uma única bola no gol adversário. Os dois meias, Bidon e Garro, que deveriam criar as jogadas para o ataque, são totalmente inoperantes.
Eu, particularmente, não gosto do trabalho de Fernando Diniz e não tenho qualquer expectativa no seu trabalho que sempre começa razoavelmente e depois cai vertiginosamente.
Como escrevi no texto sobre os ídolos de pés de barro, Bidon e Garro comprometem o time porque têm um jogo burocrático, não são agressivos, raramente chutam no gol, têm passes curtos e improdutivos, reconhecendo, no entanto, que Garro tem uma boa bola parada. E só.
Ele consegue se projetar perante a torcida e a mídia aparecendo sempre para o jogo e consequentemente 'pegando' muito na bola, forçando faltas, reclamando do árbitro em qualquer falta que é marcada e assumindo TODAS as bolas paradas. Como sempre é quem mais pega na bola, isso passa a falsa impressão de eficiência.
Na verdade o grande diferencial nas três conquistas que o Timão teve ultimamente tem nome e sobrenome, Memphis Depay. Sem ele, somos um time comum.
O Corinthians tem um bom plantel e pode disputar as primeiras posições do Brasileirão e das demais competições que disputa. Para isso é urgente tirar Bidon e Garro do time. É hora de escalar nas duas meias, Lingard e Labyad.
Kaio Cesar e Kayke pelos lados do campo e explorando a velocidade de Yuri Alberto se movimentando e se deslocando, ele não pode ficar preso no meio onde se perde totalmente. Dois volantes e a defesa que vem jogando, deixarão o Timão forte, competitivo e respeitado.
em Bate-Papo da Torcida > O ufanista "dinizismo", a "volta" de Garro e o...





