Quase Tm
Sou jornalista esportivo. Quem leu pode perguntar: bela droga! E respondo: você tem razão!
Não apareço em TV, rádio ou internet. Ia escrever 'porque não sou bonito', mas poucos lugares no jornalismo têm gente tão feia quanto o futebolístico. Então não é por este motivo. Alguém pensou: é incompetente? Pode ser. Mas talvez, na área econômica e política, haja mais profissionais perna de pau do que entre os profissionais de imprensa no futebol.
A resposta é: não gosto de agradar a ninguém. Não tenho um mísero sentimento pela Seleção Brasileira. Assisto às suas partidas como vejo o West Ham, o Real Betis, o Porto e o Atlético de Madrid. Eu gosto mesmo é do 'Curinthia'. Não é por isso que deixarei de ser racional ao analisar as questões que são pertinentes à minha profissão (Corinthians e racionalidade não deveriam estar na mesma frase).
A Seleção Brasileira, convocada pelo papa, nonno, Ancelotti, é uma decepção. O 'patripatotado' parece uma excursão do avô que quer levar seus netos preferidos para a disney para ver o Pateta. O futebol que o selecionado brasileiro jogou com o italiano é horrível. Retranqueiro, matou duas instituições brasileiras, como os laterais que atacam, muitas vezes escalando zagueiros na função.
Mas sou diferente dos coleguinhas cujas opiniões são dadas pelo ódio clubístico. Vide o Hugo na Seleção: houve um momento na imprensa paulistana em que o assunto principal da Seleção Brasileira era o terceiro goleiro da equipe. Senhores e senhoras, quando o reserva do reserva é um assunto relevante numa Seleção Brasileira, é um assunto morto. Por que virou relevante? O Hugo, goleiro do Corinthians, preto retinto. Ressuscitaram o Fábio, em um mau-caratismo absurdo. O goleiro do Fluminense jogou 20 anos muito bem; os ditos-cujos nunca se lembraram dele um único dia. Agora, ele foi lembrado. Outros lembraram do Everson, do Galo, que socou metade do time do Cruzeiro e não vem jogando absolutamente nada. O Hugo, desde 30 de janeiro, não falhou mais. Alisson, Ederson, Bento e Weverton falharam. Mas qualquer gol que o Hugo sofra, o erro é tratado como mortal. Mesmo quando defendia penalidades, ele era visto como ruim por inconstância. E digo que o Hugo deveria estar entre os três na Copa. Ele foi, no último ano, um dos três melhores goleiros do Brasil. Apesar de estar bravo com o comportamento do goleiro corinthiano, que vem dando a entender que quer sair. Quer sair do Corinthians? Vaza! Apenas lembre o seu salário gigante, de como estava esquecido em Portugal, humilhado na Gávea, e de quem abraçou você no Brasil. Quer vazar? Quer dar uma de Carlos 'Migué'?
Ainda sobre a seleção: o Neymar, se estivesse vivo, iria. E foi. Se andar, é titular. Está andando. Agora, levar a 'SeleFla-agonia' é demais. Danilo, Alex Sandro, Léo Pereira e Paquetá... O italiano quer comer macarrão na Copa sem massa. O Alexsandro que ele deveria levar é o do Lille, excelente zagueiro. Os laterais-zagueiros do rubro-negro não são nem titulares no time, quanto mais na seleção. O Paquetá vale a aposta? Se fosse para apostar, levaria o Bruno Henrique.
Sou racional o suficiente para dizer que uma das maiores injustiças é não levar os meio-campistas do rival: Marlon Freitas e o Andreas Pereira, o toupeira (que adora abrir buraco na marca de pênalti). Deixar fora dos 26, os cruzeirenses Gerson e Matheus Pereira é uma ofensa ao torcedor brasileiro. Ninguém, nos últimos doze meses, fora e dentro do país, jogou mais bola que o Matheus Pereira.
E quanto ao João Pedro, marcou 15 gols na Premier League pelo Chelsea? E foi 'esquecido' por causa de um ex-jogador que sabe andar e respirar, e de quem todos lembram dos bons momentos de 2015. Mas que há dez anos não consegue jogar seis meses decentemente.
O nonninho, o maior salário do mundo entre os treinadores de seleções, vai descobrir realmente o que é o Brasil no futebol depois da Copa. Assim que voltar derrotado, iniciando o próximo ciclo para 2030, em que cada brasileiro que o encontrar e cobrar resultado, e com a mídia o chamando de ultrapassado e dizendo que não serve para seleções, ele perceberá que os 10 milhões de euros livres de impostos por ano serão muito pouco.
em Bate-Papo da Torcida > SelePatota-Pateta: a excursão do Nonno Ancelotti com os netos...

