Ernesto Minas
Essa frase ridícula de Luis Paulo Rosemberg anestesiou parte de nossa torcida por anos.
Foi assim que AS fez o que fez no Corinthians.
Time grande vive de vitórias, de títulos, de protagonismo.
em Bate-Papo da Torcida > Não vivemos de títulos. Não vivemos de atletas. Vivemos de Corinthians
Em resposta ao tópico:
Não vivemos de títulos. Não vivemos de atletas. Vivemos de Corinthians.
Sai notícia de Yuri podendo sair, Memphis talvez não renovando, Hugo Souza sendo ventilado em outro clube… e parte da torcida entra em desespero.
Mas o Corinthians sempre foi maior que qualquer nome.
Já vimos sair Dida, Marcelinho, Ricardinho, Luizão, Nilmar, Tévez, Ronaldo, Paulinho, Renato Augusto, Cássio, Gil, Fábio Santos… até o Tite saiu. E o Corinthians continuou.
Porque o que mantém esse clube vivo nunca foi jogador, dirigente ou título. Sempre foi a Fiel.
Na emoção, a gente esquece que atleta é profissional. Queremos que amem o clube como nós amamos, mas isso raramente vai acontecer. Alguns dizem viver um sonho de infância e não entregam nada dentro de campo. Luan falou isso. Pato também chegou cercado de identificação e não virou o que esperávamos. Outros passaram rápido e entenderam mais o peso da camisa do que muito “torcedor de infância”.
Corinthiano gosta de raça, entrega e vontade. Claro que queremos títulos, quem não quer? Mas viver de título é coisa de torcida que aparece só na boa fase.
O Corinthians é encontrar um corinthiano na rua e gritar “Vai Corinthians” sem nem conhecer a pessoa.
É estar na zona de rebaixamento e ouvir:
“Isso é ser Corinthians.”
Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus.
A torcida mais nova está muito presa em jogador midiático, em hype de internet, em nome grande. Adulto Ney, Mbappé, Olise e companhia. Mas a essência do Corinthians nunca foi isso.
Nossa essência nasceu lá na Rua José Paulino, em 1910. E mesmo se tudo voltasse praquele começo humilde do Bom Retiro, uma coisa continuaria igual:
Aqui é Corinthians.
A Democracia Corinthiana ensinou a gente a questionar, cobrar e querer sempre o melhor para o clube. E vamos continuar cobrando. Sempre.
Aos que foram: obrigado pelos serviços prestados. E que tenham a tradicional “maldição corinthiana” quando enfrentarem nós.
Aos que ficam: joguem com raça, coração e vontade. Porque é isso que a Fiel pede. Se faltar isso, a cobrança vem. Como sempre veio.
No final, passa jogador, passa presidente, passa fase boa e fase ruim.
O Corinthians fica.
Vai Corinthians.

