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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Do fascismo ao racismo: o lado podre de Palmeiras e Corinthians!"

    há 2 meses

    O futebol brasileiro, paixão nacional e símbolo de diversidade cultural, infelizmente continua sendo palco de atitudes que envergonham e ferem os valores de respeito e convivência. Ontem, durante o empate entre Corinthians e Palmeiras, um torcedor corinthiano insultou o goleiro Carlos Miguel chamando-o de “macaco”. Esse ato racista é imperdoável e precisa ser tratado como crime, com punição severa, incluindo prisão e banimento da arena. O Corinthians, fiel às suas origens, se manifestou contra a atitude, mas é fundamental que medidas concretas sejam tomadas para que o agressor seja responsabilizado.

    O episódio é ainda mais contraditório quando lembramos que o Corinthians nasceu da força de trabalhadores, muitos deles negros, e sempre carregou em sua história a luta contra a exclusão. Em 1915, o clube enfrentou resistência para inscrever o jogador negro Davi, mas não recuou e posteriormente inscreveu também Asdrúbal, o primeiro negro a atuar pelo time. Décadas depois, a Democracia Corinthiana se tornou símbolo de igualdade e liberdade, mostrando que o clube tem raízes firmes na defesa da diversidade. O ato racista de ontem, portanto, não apenas agride um jogador, mas também desonra a própria história do clube.

    No lado palmeirense, os episódios também são graves. Em fevereiro de 2025, um torcedor apareceu com uma camisa estampada com o nome “Mussolini”, ditador italiano responsável por milhões de mortes na Segunda Guerra Mundial. Em fevereiro de 2026, outro torcedor exibiu a inscrição “Benito 64”, unindo o nome do ditador ao ano do golpe militar no Brasil. Essas manifestações não podem ser vistas como simples provocações: são apologia a regimes autoritários e violentos, que atentaram contra a liberdade e a vida de milhões de pessoas. O silêncio da diretoria palmeirense diante desses casos é preocupante, pois a omissão transmite a ideia de tolerância ou indiferença. É preciso lembrar que o próprio clube foi obrigado a mudar de nome, de Palestra Itália para Palmeiras, durante a Segunda Guerra Mundial, justamente para se desvincular de regimes fascistas. Ignorar esse passado e não se posicionar contra tais atitudes é um erro histórico.

    Portanto, tanto o racismo quanto a exaltação ao fascismo são comportamentos indecorosos que não podem ser normalizados no futebol. Cabe aos clubes, às autoridades esportivas e à sociedade como um todo agir com firmeza para punir os responsáveis e impedir que tais práticas se repitam. O futebol deve ser espaço de celebração, diversidade e união, não de ódio e intolerância. Condenar esses atos é preservar não apenas a integridade do esporte, mas também os valores fundamentais de uma sociedade democrática e justa.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Quem o Timão contrataria com os R$ 815 milhões que o Palmeiras gastou?"

    há 2 meses

    A realidade insiste em esfregar nossa cara no asfalto. Agora imagine o seguinte delírio: R$ 815 milhões na mesa. Não é promessa de campanha, não é devaneio de dirigente em podcast. É dinheiro vivo. Notas empilhadas como pecados antigos. E o Timão, esse organismo que mistura fé, desespero e arquibancada, teria a chance de se reinventar — ou de se afundar com estilo.

    Comecemos pelo goleiro reserva, porque no Corinthians até o banco precisa ter alma. Bento, hoje no Al-Nassr, seria um nome seguro. Custaria algo na casa dos R$ 40 milhões. Não viria para fazer sombra apenas, mas para instaurar paranoia — e goleiro bom em Itaquera vive disso: da dúvida eterna.

    Na zaga, o Corinthians pisaria firme, como quem entra numa briga de bar. Para um dos lados, Fabrício Bruno, do Cruzeiro, por cerca de R$ 45 milhões. Zagueiro de enfrentamento, de contato, de olhar atravessado. Ao lado dele, um estrangeiro: Yerry Mina, hoje no Cagliari, por aproximadamente R$ 30 milhões. Mina é exagerado, teatral — e o Corinthians sempre teve uma queda por quem transforma defesa em espetáculo.

    No meio-campo, o primeiro volante precisa ser mais do que marcador. Precisa ser carrasco. João Gomes, do Wolverhampton, por algo em torno de R$ 140 milhões. Ele joga como quem resolve pendência antiga: intensidade, bote seco, pulmão infinito. Não negocia esforço, não pede trégua.

    Mais à frente, o meia. E aqui o Corinthians pisaria na linha tênue entre genialidade e loucura. Alan Varela, do Porto, por cerca de R$ 90 milhões. Não é o típico meia de firula — e talvez por isso mesmo funcione. Organiza o caos, dá ritmo ao desespero, equilibra o time sem pedir aplauso. No Corinthians, quem não aparece demais costuma ser essencial.

    Pela beirada, velocidade e desespero. O Corinthians precisa de alguém que corra como quem foge da polícia. Brian Rodríguez, do América do México, por aproximadamente R$ 50 milhões. Não é craque consolidado, e isso é perfeito. Em Itaquera, a promessa vira religião rápido demais.

    E então, o centroavante. O nome que carrega a cruz. O homem que vai ser culpado por tudo. Vlahović, da Juventus, por algo próximo de R$ 250 milhões. Um investimento brutal, quase irresponsável — portanto, profundamente corintiano. Centroavante que não pede licença, que invade a área como quem arromba uma porta.

    No fim das contas, sobraria dinheiro. E isso é perigoso. Porque o Corinthians nunca soube lidar com sobra — seja de esperança ou de caixa. Montaria um time competitivo? Sim. Mas, mais do que isso, montaria um time com personalidade, com defeitos, com vícios.

    Porque no Corinthians, vencer nunca foi suficiente. É preciso sofrer, duvidar, quase desistir — para então acreditar de novo.

    E com R$ 815 milhões, o Timão não compraria apenas jogadores.

    Compraria o direito de continuar sendo, essencialmente, um drama.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Palmeiras investiu 26.190% a mais que o Timão em 25/26"

    há 2 meses

    O Globo Esporte publicou uma comparação entre Corinthians e Platense que, à primeira vista, assusta: o clube brasileiro gastaria 15 vezes mais em salários. Um abismo. Um escândalo. Um veredito.

    Mas osic — sempre ele — mora no detalhe.

    Os R$ 30 milhões mensais do Corinthians incluem encargos. Do lado argentino, não se sabe. Tirando os tributos, a folha alvinegra cai para cerca de R$ 21 milhões. A conta, então, deixa de ser um grito e vira um sussurro:

    O Corinthians gasta 10,5 vezes mais, não 15.

    Ainda é muito. Mas já não é o monstro pintado.

    E é aqui que a narrativa desmorona.

    Porque futebol não se mede só com folha salarial. Medir elenco apenas pelo salário é como julgar um restaurante pelo preço do aluguel. O que importa, muitas vezes, é o que foi colocado dentro.

    E aí entram os números que ficaram esquecidos no canto da reportagem.

    No biênio 2025/26, o Platense investiu cerca de R$ 7,3 milhões em direitos federativos. O Corinthians, atolado em restrições e punições, colocou pouco mais de R$ 3,1 milhões.

    Resultado?

    Os argentinos investiram 2,36 vezes mais em contratações.

    Sim, o clube que paga menos salários colocou mais dinheiro em jogadores.

    Isso não é detalhe. É diagnóstico.

    Agora, ampliemos o cenário. Olhemos para o clássico que realmente importa no domingo.

    O Palmeiras, no mesmo período, despejou cerca de R$ 815 milhões em contratações. Um número obsceno. Um número europeu. Um número que muda campeonato.

    Do outro lado, o Corinthians: R$ 3,1 milhões.

    A conta é brutal:

    O Palmeiras investiu 262,9 vezes mais.

    Em porcentagem?

    26.190% a mais.

    Isso não é diferença. É outra realidade.

    E mesmo assim, quando a comparação aparece, ela vem domesticada: salários mensais. Nesse quesito, o Palmeiras gasta cerca de 1,66 vezes mais — algo em torno de 66,7% acima do Corinthians.

    Percebe o truque?

    Quando o número favorece a tese, ele vira manchete. Quando desmonta, vira rodapé — ou nem isso.

    A pergunta que fica não é sobre matemática. É sobre critério.

    Será que, no próximo Derby, a régua será a mesma?

    Ou o número continuará sendo menos um retrato da realidade — e mais uma ferramenta de narrativa?

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "O Caráter de 77"

    há 2 meses

    Sempre que ouço, leio ou assisto que a Libertadores ou o Mundial são os maiores títulos da história do Corinthians, peço a absolvição de quem diz isso a São Jorge. Nós não torcemos por torcer. Somos operários do Timão; temos uma função no estádio que é jogar junto. Não idolatramos jogadores individualmente; nós chutamos e defendemos com os onze que estão em campo.

    Apesar da magnitude internacional das conquistas recentes, o Paulistão de 1977 foi o verdadeiro divisor de águas. Foram 22 anos, oito meses e sete dias de jejum que forjaram nosso caráter e selaram o que seríamos pelo resto dos nossos dias. Ali, o corintianismo deixou de ser apenas um apoio a um clube de futebol para se tornar uma resistência coletiva. Se hoje somos a 'Fiel', é porque fomos batizados no fogo daquele sofrimento.

    Ganhar o mundo foi a consequência de termos sobrevivido ao deserto. O título de 2012 é o orgulho que exibimos para os outros, mas 77 é o segredo que guardamos entre nós, a prova de que nossa existência não depende de troféus de ouro, mas da nossa capacidade de não abandonar o barco. Ser Corinthians é saber que, mesmo no silêncio das derrotas, nosso grito é o que mantém o clube vivo.

    No fim das contas, a taça da Libertadores está na prateleira, mas o espírito de 77 está na nossa pele. É por isso que, para nós, o cronômetro nunca para no apito final; ele continua rodando em cada operário da arquibancada que sabe que, ganhe ou perca, o Corinthians é, antes de tudo, a gente.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Diniz e o pecado do gol"

    há 2 meses

    Hahahha. Eu tento escrever o contraditório, avaliar os sentimentos e não o aspecto tático. Existem vários escritores por aí, assim. Nelson Rodrigues, por exemplo. Agora, eu tenho textos espalhados por aí, dá uma olhada. Eu escrevia antes de existir IA.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Diniz e o pecado do gol"

    há 2 meses

    O corinthiano é ateu — mas um ateu que acredita no inferno. E mora nele. O céu existe, claro, mas é sempre uma promessa adiada, um delírio que nunca se cumpre. A única absolvição possível atende por um nome: Corinthians.

    Todo treinador que pisa no clube chega como Messias. Não importa o currículo, a tática ou a lucidez — basta vestir o preto e branco para virar Redentor. Pode nos arrastar ao purgatório, pode nos vender a ilusão do paraíso. Mas o Jardim do Éden, esse nunca foi feito para nós.

    O novo salvador é Fernando Diniz, um herege apaixonado pelo gol. Um homem que não teme o pecado maior: jogar para golear. E isso, para o corinthiano, beira a blasfêmia.

    Porque o corinthiano é, antes de tudo, um pecador disciplinado. O sofredor do Parque São Jorge não deseja muito — ele implora pelo mínimo e transforma migalha em milagre. O nosso 1 a 0 não é placar: é epopeia. Enquanto isso, as goleadas alheias são frias, burocráticas, quase indecentes na sua abundância.

    Dizem que somos criminosos, que exigimos “sangue”. Mentira. Nosso maior pecado é outro: gostar de sofrer.

    Há um prazer estranho na dor curta, no alívio mínimo, no gol magro que não satisfaz, mas consola. Estamos viciados na escassez. No fundo, temos medo do excesso — medo de um prazer que não saberíamos sustentar.

    Por isso, quando perdemos pouco, há quem comemore. Uma derrota pequena é quase uma vitória moral. Como um encontro que promete tudo e entrega quase nada — e ainda assim, a gente agradece pela tentativa.

    Diniz chega com sua febre ofensiva, sua obsessão pelo gozo do gol. Pode ser que ele nos leve a lugares desconhecidos. Pode ser que nos ensine a desejar mais — e, pior, a conseguir.

    E talvez seja esse o verdadeiro risco.

    Porque, no dia em que o corinthiano parar de sofrer, talvez deixe de ser corinthiano.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Culpar o Memphis é fácil demais"

    há 2 meses

    Para os jornalistas, o problema do Corinthians tem nome, sobrenome e chuteira cara: Memphis. É sempre assim. Quando a casa cai, ninguém quer procurar rachadura na fundação — é mais fácil apontar para o quadro na parede e dizer que ele está torto.

    Memphis virou o alvo perfeito. Veio com grife, salário alto, expectativa inflada. E no primeiro tropeço coletivo, pronto: a culpa é dele. Como se o Corinthians fosse um time organizado, saudável, coerente — e ele, sozinho, fosse a engrenagem quebrada. Não é.

    O Corinthians já vinha torto antes dele pisar aqui. Diretoria perdida, dívida sufocando, elenco sem alma em vários momentos, treinador por um fio. Mas nada disso rende manchete fácil. Não cabe em debate raso de televisão. É complexo demais. E jornalista, hoje, parece ter alergia a complexidade.

    Então simplificam. Escolhem um rosto. E batem.

    Memphis não resolve tudo — e nem deveria. Não é salvador, nem vilão. É só jogador. Oscila, erra, tenta. Como qualquer outro. Mas quando o time inteiro não funciona, colocar tudo nas costas de um só cara é quase desonesto. Ou preguiçoso.

    Talvez o problema seja mais profundo. Talvez doa mais admitir que o buraco é estrutural, que não se tapa com um drible, um gol ou uma substituição. Mas isso exige trabalho, análise, coragem.

    E isso, convenhamos, anda em falta.

    No fim, Memphis vira bode expiatório de um Corinthians que se perdeu de si mesmo. E enquanto a discussão continuar rasa, conveniente e covarde, nada muda.

    Só o culpado da vez.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Diniz: A Loucura Santa do Corinthians"

    há 2 meses

    Eu sou IH - Inteligência Humana. E nem é tão bom assim o texto para ser uma IA. Rsrs

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Diniz: A Loucura Santa do Corinthians"

    há 2 meses

    A verdade, essa prostituta que nos espreita em cada esquina de Itaquera, não aceita maquiagem. O Corinthians, hoje, é uma tragédia em preto e branco, um Brás Cubas de chuteiras furadas, perdido numa dúvida que não é mais existencial, mas puramente tática. E surge, sob o céu de chumbo da Zona Leste, o vulto de Fernando Diniz.

    Diniz não é um treinador; é um místico, um possuído por uma ideia que os tontos que jamais compreenderão. Ele quer o risco. Ele quer o abismo. Enquanto os técnicos de prancheta mofada pedem o chutão para o mato — esse gesto de covardia cósmica —, Diniz exige o toque de bola na pequena área, um balé de nervos à beira do suicídio desportivo.

    E o corintiano, que carrega a alma calejada por sofrimentos bíblicos, reconhece ali o seu espelho. O corintianismo é, por definição, o gozo no desespero. É a crença de que a beleza só nasce da iminência do desastre. Diniz dará ao Parque São Jorge o que ele mais precisa: o drama. Ele fará do zagueiro um filósofo e do goleiro um equilibrista de circo.

    Os cínicos dirão que ele é a ruína. Mentira. Ele é a redenção pelo delírio. Ver o Corinthians sair jogando curto, sob a pressão de três atacantes babando ódio, é a experiência estética definitiva. É o futebol elevado à categoria de pecado mortal.

    Diniz é a solução porque ele ignora o placar para salvar o espírito. O Corinthians não precisa de três pontos; precisa de uma razão para pulsar, para sofrer, para sentir o suor frio percorrendo a espinha. No dia em que a bola rolar de pé em pé, num transe hipnótico dentro da própria área, o Fiel terá reencontrado a sua essência. A solução não é a vitória, meus amigos. A solução é a loucura santa de Fernando Diniz.

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  • Ednilson

    Ednilson postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Diniz no Corinthians, um hospício a céu aberto"

    há 2 meses

    A contratação de Fernando Diniz pelo Corinthians é, antes de tudo, um convite ao infarto coletivo nas arquibancadas de Itaquera. É a colisão frontal entre a mística do operário que morde o calcanhar alheio e a heresia de um técnico que enxerga o campo como um tabuleiro de porcelana fina. Onde o povo exige o bico para o mato, o grito rouco e o desespero da bola rifada, Diniz impõe a etiqueta do passe curto, a obsessão quase doentia pela posse de bola dentro da própria pequena área.

    Imagine o zagueiro, esse sujeito que nasceu para ser um carrasco de canelas, subitamente obrigado a trocar passes de calcanhar sob o hálito quente do centroavante adversário. É uma agonia que transcende o tático; é uma provação espiritual. O torcedor, cuja alma foi forjada na bigorna do 'sofrimento', assiste a tudo com as unhas cravadas no concreto, os olhos saltados, esperando o desastre que parece iminente a cada toque lateral. Para a multidão, o gol sofrido em um contra-ataque é uma fatalidade, mas o gol sofrido por um drible perdido na defesa é uma ofensa pessoal, um pecado contra os ancestrais do clube.

    Diniz é o mensageiro do risco, o homem que prefere a morte por excesso de beleza ao triunfo pela mediocridade do chutão. No asfalto da Zona Leste, essa audácia soa como uma língua estrangeira. É o contraste absoluto entre o suor bruto e o delírio intelectual. O 'Dinizismo' no Parque São Jorge seria uma jornada de nervos expostos, onde a glória e o abismo caminham de mãos dadas, separados apenas por um centímetro de grama e pela coragem suicida de um goleiro que decide ser armador enquanto o mundo ao seu redor desaba em fúria. No final, ou o estádio se torna um templo da nova era, ou um hospício a céu aberto.

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