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Meta para 2026: não ser o seu maior rival
Beatriz Maineti

Apaixonada pelo futebol, mas, antes de tudo, feita de Corinthians. O mundo em preto e branco é mais bonito.

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Coluna da Beatriz Maineti

Opinião de Beatriz Maineti

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Meta para 2026: não ser o seu maior rival

Os jogadores do Corinthians devem voltar a se unir para lutar pelo Corinthians

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O ano de 2025 prometia ser muito difícil para o Corinthians. Se dentro de campo o time principal masculino vinha embalado por uma retomada histórica no Campeonato Brasileiro de 2024, fora dele o caos estava instaurado: presidente investigado pela Polícia Civil, processo de impeachment em andamento e uma dívida bilionária em crescimento exponencial.

Neste curto período de tempo em que conversamos aqui por meio deste texto, porém, vou deixar o cenário político em segundo plano. Vamos falar de campo e bola. Mais precisamente, vamos destrinchar os obstáculos que o Corinthians, enquanto time de futebol, construiu para si mesmo e se recusou a ultrapassar.

Desde os primeiros jogos de 2025, ficou claro que o elenco alvinegro tinha prioridades muito bem listadas e seguiria qualquer rumo necessário para atendê-las. Enquanto a torcida esperava que a disputa da fase preliminar da Conmebol Libertadores fosse a primeira delas, porém, o time tinha outros planos.

O primeiro sinal da displicência que seria símbolo da temporada foi já no primeiro grande jogo do ano, contra a Universidad Central pelo torneio continental. Os jogadores, que pareciam desinteressados na disputa do principal campeonato internacional da América do Sul, penaram para avançar diante da equipe semiamadora e acabaram eliminados já na próxima etapa da competição, diante do Barcelona de Guayaquil.

No Campeonato Paulista, porém, o time deixou sua marca. Comandado na época por Ramón Díaz, o Corinthians se sagrou campeão em cima do Palmeiras, seu maior rival, com direito a show da torcida na final e uma campanha irretocável: apenas uma derrota ao longo de todo o Estadual.

Para o Brasileirão, porém, o ímpeto não era o mesmo. Desde a primeira rodada, ainda tomada pela festa do título Paulista, o objetivo do time era claro: manter-se longe da zona de rebaixamento.

Com a eliminação da Libertadores, restou ao Timão a Sul-Americana, que também se apresentava com uma possibilidade de título. Ainda assim, o clube acabou eliminado ainda na fase de grupos após uma campanha patética na competição continental.

Se o Brasileiro e a Sul-Americana se mostraram secundários, a Copa do Brasil era o bote salva-vidas de um elenco que, ao mesmo tempo que entendia suas limitações, se limitava ainda mais. Os jogadores do Corinthians, já comandados por Dorival Júnior, se apoiaram no retrospecto positivo do treinador no torneio e deram a vida em cada jogo.

O resultado é perceptível: prestes a disputar o segundo jogo da semifinal da Copa nacional, o Corinthians tem sete vitórias em sete jogos, nove gols marcados e nenhum sofrido. O desempenho, porém, levanta um questionamento para o torcedor: e se?

E se o Corinthians tivesse empregado 40% dos esforços dispostos para a Copa do Brasil no Campeonato Brasileiro? Será que seria possível ocupar uma posição melhor do que o insosso 13° lugar? Será que seria possível brigar por coisas maiores na Conmebol Libertadores ou na Sul-Americana?

Os jogos de Copa do Brasil do Corinthians de Dorival Jr. esclarecem para o torcedor que não faltou futebol ao Corinthians; às vezes, faltou vontade. A famosa “postura de Corinthians”, a mesma que foi tão aplaudida quando o time brigava contra o rebaixamento em 2024, não foi apresentada nas quatro linhas da atual temporada.

A insatisfação da torcida foi sentida de forma latente na ida dos atletas à Belo Horizonte, antes do primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Apesar da festa louvável no Mineirão, os torcedores decidiram não se apresentar na saída dos atletas do CT Dr. Joaquim Grava. O recado ali foi dado: o apoio seria dentro de campo, mas a decepção tinha que ser notada.

Os jogadores entenderam o recado e entregaram até a última gota de suor em campo. A relação foi estabelecida, mas o recado foi dado.

Para 2026, o Corinthians precisa aprender a não lutar contra si mesmo. A priorização no planejamento tem que existir, mas a torcida não vai perdoar a falta de competitividade e de postura daqueles que vestem o preto e branco dentro de campo. Se não for seu principal rival com a bola rolando, o time já tende a sair ganhando.

Veja mais em: Copa do Brasil, Elenco do Corinthians e Torcida do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Beatriz Maineti

Apaixonada pelo futebol, mas, antes de tudo, feita de Corinthians. O mundo em preto e branco é mais bonito.

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