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Impeachment: o que está em jogo no Corinthians?
Heloisa Durand

Estudante de jornalismo, apaixonada pelo Corinthians desde 2003. Apresentadora no Meu Timão.

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Impeachment: O que está em jogo no Corinthians?

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Impeachment: O que está em jogo no Corinthians?

Augusto Melo durante jogo do Corinthians contra o São Bernardo

Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão

Enquanto o Corinthians vivia uma arrancada histórica no Campeonato Brasileiro, com o elenco entrosado e em perfeita sintonia com a torcida, um pedido de impeachment contra o atual presidente, Augusto Melo, surgia nos bastidores, arquitetado pela oposição.

É verdade que Augusto deixou a desejar em muitos momentos, especialmente no início de sua gestão. O caso Vai de Bet levantou dúvidas e gerou desconfiança em uma parte significativa da torcida. Mas também é fato que, perante a lei, todos são inocentes até que se prove o contrário. O ponto mais curioso, ou talvez irônico, é que a tentativa de impeachment parte de um grupo diretamente associado a um dos períodos mais problemáticos da história recente do Corinthians. Esse mesmo grupo, que afundou o clube em dívidas e crises, agora se vê no direito de decidir quem pode ou não dirigir a instituição.

Além de errar no momento escolhido para essa ação, a oposição subestimou o envolvimento da torcida. É ingenuidade imaginar que uma massa tão apaixonada e presente como a Fiel permaneceria alheia aos rumos políticos do clube que tanto ama. Nos últimos anos, o declínio da chapa Renovação e Transparência tornou-se evidente. Durante as eleições, cheguei a mencionar que o caminho de Augusto Melo parecia claro, devido à rejeição histórica sofrida pelos aliados de Andrés Sanchez.

Quero deixar algo muito claro: não apoio de forma cega ou irrestrita presidente X ou Y. Meu amor é pelo Corinthians, e tudo o que quero é o melhor para o clube. E, na minha visão, o melhor não passa por remover um presidente "democraticamente" eleito, abrindo espaço para um retorno de Duílio, Andrés e companhia.

Agora, se você reparou, usei "democraticamente" entre aspas. Isso porque não considero que menos de 5 mil sócios do clube social decidindo o presidente seja uma prática realmente democrática. Ainda assim, vejo um lado positivo no que está acontecendo. O engajamento da torcida nesse momento pode ser um marco na história política do Corinthians. Talvez seja o ponto de partida para que, no futuro, o Fiel Torcedor conquiste o direito ao voto. Somente assim, com uma democracia que represente o tamanho e a paixão de sua torcida, a situação política do Corinthians poderá realmente avançar.

A Fiel sempre mostrou sua força nas arquibancadas; talvez seja hora de mostrar essa mesma força nas decisões que moldam o clube fora de campo.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Heloisa Durand

Estudante de jornalismo, apaixonada pelo Corinthians desde 2003. Apresentadora no Meu Timão.

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