Já é Ano Velho no Corinthians
Opinião de Jorge Freitas
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Que tal voltarmos para trás? - Duílio, quando eleito presidente do Corinthians
Foto: Danilo Fernandes/ Meu Timão
2022 entra em reta final e seus últimos 45 dias trouxeram ao Corinthians a impressão de que o passado será nosso mais próximo futuro.
Sem Vitor Pereira, cujo acerto com o Flamengo parece iminente, a estratégia progressista de trazer um técnico experiente e estrangeiro, cujo resultado, por todas as circunstâncias, foi positiva, ficou para trás e iniciaremos 2023 com um auxiliar técnico brasileiro efetivado no cargo mais importante do futebol. Infelizmente, já entendemos bem como treinadores em início de carreira costumam ser engolidos pelo elenco corinthiano e é difícil acreditar que dessa vez será diferente.
Mas não é só isso que dá impressão de ano velho no Corinthians. Na semana passada, o clube anunciou o retorno do preparador físico Flávio de Oliveira, o mesmo que se desligou do clube em 2022 depois da chegada de Vitor Pereira. É inesquecível para qualquer torcedor como os métodos da comissão técnica portuguesa chacoalharam o elenco corinthiano, acostumado a um treino bem menos intenso e à prática de um futebol muito mais modorrento, cujo responsável era exatamente o velho-novo preparador físico do clube.
Reforços até aqui, especula-se apenas Romero, o paraguaio amado por alguns, odiado por outros, que tem sua história registrada no clube, mas passou por Argentina e México, onde se joga um futebol ainda menos intenso, e mesmo assim não pareceu deixar saudade em San Lorenzo nem Cruz Azul.
Como se não bastasse, retornam de empréstimo nomes como Luan, Everaldo, Janderson, Jonathan Cafu, Matheus Davó e Matheus Jesus, que não necessariamente serão utilizados, mas que caracterizaram os assombrosos anos de 2018 a 2020, quando coadjuvamos nos campeonatos nacionais e ficamos longe da Libertadores da América.
Por fim, para piorar toda a situação, 2023 é ano de eleição e a política deve tomar conta, deixando o futebol em segundo plano para a gestão Duílio e o grupo de incompetentes que se perpetuou e afundou aquele que seria o maior clube da América Latina.
Enfim, ao abraçar seu amigo corinthiano na virada, lembre-se: nada parece tão velho quanto o ano novo que há de vir.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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