As 'lições' do jogo ruim na Venezuela ficaram só discurso
Opinião de Marcelo Becker
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O adversário era fraco e o Corinthians sofreu para avançar
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O resultado, vitória/classificação veio. O Corinthians segue na Copa Libertadores da América, mas avança na competição continental deixando mais dúvidas do que certezas.
Após a atuação péssima no jogo de ida na Venezuela, jogadores, o técnico Ramón Diáz e até o executivo de Futebol falaram em "aprender com o jogo", ou seja, corrigir aspectos táticos e melhorar técnica e emocionalmente. O dito "foco no jogo". A impressão que eu tive é que o Corinthians não aprendeu nada.
No último domingo – levando em consideração que o time estava bastante modificado, só no segundo tempo os principais atletas entraram em campo –, diante de uma Neo Química Arena lotada como sempre, apenas um empate contra o Guarani, clube de terceira divisão do Campeonato Brasileiro.
Nessa quarta-feira, mais uma vez diante da presença da Fiel Torcida, o Corinthians sofreu e muito para fazer 3 a 2 na fraca UCV. Para se ter uma ideia, nos últimos dez jogos o time venezuelano teve apenas duas vitórias.
Sistema defensivo desorganizado; até Hugo Souza, que salvou em alguns momentos, falhou. Do meio para frente, excesso em buscar refino na jogada. Tentativas de passes de letra quando o jogo pedia simplicidade e objetividade.
Poucas vezes vi uma classificação gerar tanta desconfiança no torcedor corinthiano. Domingo é mata em jogo único pelo Paulistão, agora o adversário é de Série A do Brasileiro. Quarta a última fase antes dos grupos na Libertadores, contra o Barcelona, em Guaiaquil, no Equador. Para estes jogos, é possível confiar que "lições foram aprendidas"?
Mais uma pergunta: o Corinthians fez algum grande jogo em 2025?
Vai, Corinthians!
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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