Raniele e o 'trabalho sujo' no meio campo do Corinthians
Opinião de Marcelo Becker
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Desde sua chegada vindo do Cuiabá, Raniele viveu momentos distintos com a camisa do Corinthians. São os ditos “altos e baixos”, comuns no futebol, principalmente para alguém que pela primeira vez defende um clube grande. Grande não, gigante.
A identificação com a torcida foi imediata. Jogador de muita dedicação em campo, cortes precisos e chegadas firmes. Tais características levaram parte da Fiel a chamá-lo de "Novo Ralf". Exagero, já que nenhum volante da história do futebol deve ser comparado ao nosso eterno camisa 5 (agora o exagero foi meu, ou não...).
Raniele oferece equilíbrio defensivo ao time
Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Logo após o bom começo, Raniele caiu de produção, como todo o time, mas ainda na final da temporada passada retomou a titularidade, fazendo com que Martínez fosse para o banco.
O camisa 14 voltou no domingo após jogos fora por lesão. E a sua volta foi fazendo o que eu espero dele: o que se convencionou chamar de "volante posicional", fica mais preso, sobe menos ao ataque e protege a zaga. O resultado disso foi que simplesmente o Santos pouco criou, o goleiro Hugo Souza não fez nenhuma defesa.
Com Raniele entre os 11, Ramón e Emiliano podem escalar Martínez pelo lado direito no meio campo, o que dá ao Corinthians mais velocidade no setor e é também auxílio ao Matheuzinho na marcação.
Porém, existe algo a ser destacado nesta formatação com Raniele e Martínez: André Carrillo precisa jogar pelo lado esquerdo, e visivelmente não é onde melhor rende.
Assim, a pergunta que fica para a dupla de técnicos do Timão é que eu também faço a todos que estão lendo esta coluna: qual é o meio de campo ideal para o Corinthians?
Aquele da sequência de vitórias, com Bidon pela esquerda e Carrillo na direita, ou o que jogou a semi do Paulista, mais forte na marcação, mas com Carrillo onde aparentemente rende menos?
Vai, Corinthians!
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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