O campo fala e eles ouviram
Opinião de Marcelo Becker
13 mil visualizações 71 comentários Comunicar erro

Ramón e Emiliano seguem atentos ao elenco
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Se você que está lendo esta coluna tiver a chance de conversar com um técnico de futebol profissional, pergunte a ele sobre três desejos para sua equipe; muito provavelmente, um deles será "ter um time definido". Aquilo que antigamente chamávamos “o de 1 a 11”, na ponta da língua do torcedor.
Como citei no texto anterior, o ótimo fim de temporada no ano passado proporcionou isso aos técnicos do Timão, Ramón e Emiliano Díaz. De Hugo Souza a Memphis Depay, tudo definido, até mesmo as substituições. Por exemplo, na zaga, quando Gustavo Henrique e/ou André Ramalho não podiam jogar, Cacá era o substituto.
Eis que a 2025 começa sem o tempo necessário para uma pré-temporada minimamente aceitável. Com isso, o jeito foi usar a fase de grupos do Campeonato Paulista. E foi aí que o "campo falou", e os 11 escolhidos para o time titular, a dita força máxima, devem ter alterações.
O titular Gustavo Henrique segue se recuperando de lesão muscular; o substituto imediato, com base no ano passado, seria Cacá. Entretanto, o campo "gritou, ordenou", e depois de bons jogos o jovem João Pedro Tchoca joga na estreia da Libertadores da América.
Outra "ordem do campo", mas muito mais nos treinos do que nas partidas, como já alertado na coluna anterior, diz respeito à lateral esquerda. Hugo, poupado contra a Portuguesa no último sábado, deve ser titular na Venezuela contra o Universidad Central.
Por isso, quero deixar registrado aqui, de maneira positiva, o respeito da dupla de técnicos do Corinthians em relação ao que o campo diz. Se vai dar certo ou não, só o jogo dirá, mas a família Díaz não ficou presa (muito menos acomodada) aos resultados do fim do Brasileirão 2024, e ainda deixou um recado ao elenco: o campo é quem escala, ninguém tem vaga cativa entre os titulares.
Vai, Corinthians!
Avalie esta coluna
Veja mais posts do Marcelo Becker
-
Eliminação do Corinthians na Libertadores escancara a falta de protagonismo de Memphis Depay
-
Raniele e o 'trabalho sujo' no meio campo do Corinthians
-
As 'lições' do jogo ruim na Venezuela ficaram só discurso
-
A decepção deste início de temporada do Corinthians
-
A hierarquia do trabalho na lateral esquerda do Corinthians
-
Um time seguro, pragmático, que busca ser mais letal: a velha e eficiente fórmula corinthiana
