Supercopa Feminina vira escândalo com prejuízo ao Corinthians
Opinião de Maria Beatriz de Teves
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Corinthians e Palmeiras se enfrentam no dia 7 de fevereiro, na Arena Barueri
Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
Quando se fala em Supercopa do Brasil, algo deveria ser simples: um confronto entre os dois grandes campeões nacionais. O Corinthians, campeão do Brasileirão Feminino, enfrenta o Palmeiras, vencedor da Copa do Brasil Feminina. Até aí, tudo bem. Mas o que se viu nos bastidores dessa edição beira ao inacreditável.
Diferente do modelo masculino, o mando de campo será de apenas uma torcida, do Palmeiras, em Barueri, após sorteio que sequer foi transmitido pela CBF. Um absurdo. O jogo deveria ser realizado fora de São Paulo, onde seria possível receber torcedores dos dois times. Manaus chegou a ser cogitada, mas a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, vetou. Sério? São os presidentes que definem o local de um jogo oficial da CBF? Onde está a moral da CBF? Quem deveria decidir é a própria CBF, e não interesses individuais.
Bom, se é pra ser em mando único, porque não definir pelo ranking da CBF? O time melhor posicionado fica com o mando. Neste caso, seria o Corinthians, campeão absoluto de quase tudo nos últimos anos. Para que serve isso, né? Aliás, era esse o critério nas primeiras duas edições da Supercopa, quando o Corinthians iniciou ambas as disputas com mando de campo. Mas arranjaram um jeito de mudar isso e, a partir de 2024, passou a ser definido por sorteio. E sabe quantos beneficiaram o Corinthians? Nenhum.
Se não pode ser em Manaus, por que não Brasília, Minas ou Rio de Janeiro? Afinal, o masculino vai jogar em Brasília, Corinthians e Flamengo, com as duas torcidas, como manda o bom senso. Imaginemos se algo parecido acontecesse no futebol masculino: torcida única, jogo decisivo. Seria impensável.
E não para por aí. A data da partida também foi alterada. Antes marcada para o dia 8 de fevereiro, agora será disputada no dia 7. Isso prejudica diretamente o Corinthians. As Brabas viajam para Londres para o Mundial Feminino e, independente do resultado, só voltam no dia 2 de fevereiro. Ou seja, menos tempo de preparação, enquanto o rival entra descansado para o primeiro jogo da temporada. É uma desvantagem que não deveria existir.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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