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Não existe um Corinthians titular sem a presença de Breno Bidon
Matheus Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 24 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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Não existe um Corinthians titular sem a presença de Breno Bidon

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Não existe um Corinthians titular sem a presença de Breno Bidon

Breno Bidon voltou a ser titular contra o Fortaleza, na terça-feira

Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

Após mais de dois meses de poucas atuações e minutagem reduzida, Breno Bidon voltou a figurar entre os 11 iniciais do Corinthians na temporada. E que retorno. Embora não tenha participado diretamente dos gols de Igor Coronado e Yuri Alberto, a joia corinthiana mostrou, mais uma vez, que não há possibilidade de cogitar uma escalação do Timão até o fim do ano sem a presença do jovem.

Com a chegada de Ramón Díaz, o craque da última edição da Copinha, que se tornou titular incontestável no elenco profissional, teve a regularidade ameaçada pelo novo estilo de jogo. O treinador argentino optou, seja com escolhas já da casa ou novos reforços, por jogadores nitidamente combativos, agressivos e de "tenência", como bem se refere Ramón em diversas coletivas para tratar a firmeza e o vigor da equipe. Bidon, evidentemente, está abaixo dos companheiros de posição no quesito.

No entanto, o volante, mesmo sem ser o melhor em disputas aéreas, desarmes e velocidade para cobertura, ainda assim não poderia ser jogado para o fim da fila. Isso porque Breno Bidon tem qualidades, com a bola, que nenhum dos outros meio-campistas (exceto a dupla Garro-Coronado, claro) possui para dar conforto, paz e tranquilidade ao corinthiano quando chega ao ataque.

É um talento geracional que passa a ser desperdiçado quando gasta mais minutos vestindo um colete do que circulando dentro das quatro linhas. A condução, as fintas com o corpo para tirar o adversário e seguir em frente e a tranquilidade em meio ao cerco rival evidenciam que há qualidades para mais ajudar do que atrapalhar o Corinthians.

Diante do Fortaleza, chamou a atenção o drible de letra sobre Lucas Sasha e a finalização com o pé direito, ainda no primeiro tempo. Ali é um microcosmo do que o jogador, de apenas 19 anos, pode proporcionar a uma equipe que precisa desesperadamente de qualidade ofensiva e que não deixou de ser vazada com a presença de soldados e guerreiros no meio-campo em jogos passados.

Ele, como qualquer outro atleta, precisa de apoio para potencializar suas qualidades e minimizar seus defeitos. Charles e Ryan se mostraram um par importante para limpar os trilhos e dar a liberdade para o menino mostrar sua capacidade técnica. Isso precisa ser visto e exibido desde o apito inicial.

Breno Bidon não vai solucionar todos os problemas do Corinthians e, apesar do talento, vai oscilar, como qualquer outro jovem durante seu desenvolvimento técnico, tático, físico e mental. Porém, é difícil olhar para o atual estágio do clube e não querer que seus atletas mais capazes estejam em campo.

Há algumas semanas, eu pensava que Rodrigo Garro precisava de ajuda devido à sobrecarga para criar jogadas. Se Memphis foi uma contratação neste sentido, o talento de Bidon converge na mesma linha de raciocínio. O garoto é titular, Ramón.

Veja mais em: Breno Bidon, Ramón Díaz, Base do Corinthians, Copa Sul-Americana e Corinthians x Fortaleza.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Matheus de Oliveira Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 25 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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